Para ler sobre o Chile

Ariel Dorfman

A palavra e a literatura a serviço dos valores do humanismo.

jueves, 15 de julio de 2010  
Ariel Dorfman Ariel Dorfman

Escritor e dramaturgo reconhecido no mundo todo por suas obras sendo “A morte e a donzela”, sua peça de teatro mais famosa que foi traduzida a 30 idiomas. Glenn Close, Richard Dreyfuss e Gene Hackman foram alguns dos atores que a encenaram. Já no cinema, em 1994 o diretor polonês Roman Polanski a filmou com Sigourney Weaver e Ben Kingsley nos papéis principais.

Dorfman aprofunda sua preocupação pelos direitos humanos na sua obra mais célebre. Este tema também tem nutrido sua carreira como poeta, ensaísta, romancista, bem como suas colunas de opinião publicadas em jornais como El País (Espanha), Le Monde (França), Los Angeles Times (Estados Unidos) e Página/12 (Argentina).

Nasceu em Buenos Aires em 1942, passou sua infância em Nova Iorque e se nacionalizou chileno. Após o golpe de Estado de 1973 foi perseguido e exilado, então transformou esses incidentes em seu principal motivo literário.

Antes disso, foi assessor de assuntos culturais do presidente Salvador Allende. Durante esse período publicou, junto com Armand Mattelart, o ensaio “Para ler o pato Donald”, um texto chave para compreender as formas de construção do colonialismo através da cultura de massas. Também trouxe à tona “Mouros na costa”, uma delirante resenha de livros inexistentes em tom de política-ficção.

Em sua extensa obra mostra suas idas e vindas ao Chile, apresentadas em “Memorias del desierto” (Memórias do deserto)- que recebeu o prêmio Lowell H. Thomas como o melhor livro de viagens em 2004- e em “Rumo ao sul, desejando o norte”, a primeira parte de suas memórias.

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