O canto tem sentido e razão

Víctor Jara

Suas canções são conhecidas em todo o planeta. O lugar onde morreu e um asteróide levam o seu nome.

jueves, 15 de julio de 2010  
Victor Jara Victor Jara (Photo:Antonio Larrea)

Entre Marte e Júpiter há um asteróide descoberto em 1973 pelo astrofísico russo Nikolai Stepanovich Chernykh, quem o batizou de 2644 Victor Jara, em sinal de uma admiração pouco frequente.

Alguns dias antes, em 11 de setembro desse mesmo ano, Victor Jara cantaria Manifiesto na Universidade Técnica do Estado. Nesse ato Salvador Allende devia falar, porém, o presidente nunca chegou.

Nesse dia, o cantor e compositor escutou as últimas palavras do mandatário pela rádio, devido ao golpe militar. A sublevação significou sua detenção, tortura e morte em um ginásio - chamado “estádio” - que atualmente leva seu nome e é um dos lugares mais populares de Santiago para as apresentações artísticas. 

Jara nasceu em 1932, e durante a sua infância sempre escutava sua mãe, Amanda, tocar violão. Ela era uma camponesa de Ñuble, ao sul do país. Seu pai, Manuel, era inquilino em uma fazenda. Os dois nomes são protagonistas da canção “Te recuerdo, Amanda”, uma de suas músicas mais recordadas.

A história pessoal e coletiva está em suas canções e em recopilações que são interpretadas em diferentes idiomas por grandes artistas. Sua música instrumental, como “La partida”, tocada originalmente por Inti Illimani com instrumentos autóctones, foi levada à música eletrônica e experimental por músicos de diversas latitudes e gerações.

Victor Jara se destacou como diretor de teatro. Foi um inovador da música popular e também dirigiu o grupo Quilapayún. Exemplos de seu estilo experimental são os discos “El derecho a vivir em paz” e “La población”, nos quais colaboram colegas de diferentes tendências.

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