A independência

Um monarca ausente motivou os chilenos a procurar uma nova ordem transitória obediente à Coroa, mas primaram os desejos de liberdade.

martes, 20 de julio de 2010  
Independencia Bernardo O' Higgins (Photo:Museo de Bellas Artes)

A invasão de Napoleão à Espanha e a prisão de Fernando VII em 1808 foram dois fatores determinantes das pretensões de independência do Chile. Um período breve, mas tão intenso quanto irrevogável. Tempos depois de ser retomada a autoridade do monarca, foi proclamada uma junta de governo, em 18 de setembro de 1810.

Durante o período denominado pelos historiadores como Pátria Velha, foi criado um corpo militar, instaurado um parlamento e se ditou um regulamento constitucional incitado pelo herói José Miguel Carrera. Tudo isto ocorreu no meio de disputas entre patriotas e realistas, grupo fiel à Espanha que - apoiado por contínuas expedições armadas do vice-reinado do Peru - acabou impondo-se após quatro anos.

O período da reconquista espanhola (1814-1817) teve como ingredientes a propagação das ideias de independência entre a cidadania - tarefa que foi feita, entre outros, pelo legendário guerrilheiro Manuel Rodrigues – e a organização, desde o exílio na Argentina, de uma ofensiva final que também incluísse o Peru, por parte dos próceres Bernardo O’Higgins e José de San Martin.

O Exército Libertador  foi composto por 5.000 homens que cruzaram a cavalo a Cordilheira de Los Andes, divididos em seis colunas para abranger um espaço de 1.000 km (621 milhas), entre as cidades de Copiapó e Talca, porém concentradas no assalto a Santiago.

No dia 5 de abril de 1818 se levou a cabo o último e mais significativo dos triunfos da independência, na batalha de Maipú. Depois disso, Bernardo O’Higgins foi designado chefe supremo da nação.

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