O Chile, uma economia aberta

Com mais de 20 tratados comerciais assinados com 56 países, o Chile é uma das economias mais abertas do mundo.

martes, 20 de julio de 2010 Categoría: Negócios
Chile - Economía Abierta

O Chile, um país que está geograficamente afastado dos grandes centros de poder político e econômico, expandiu sua presença internacional de forma consistente. É uma das nações que assinou a maior quantidade de acordos comerciais no mundo. 


Até hoje são mais de vinte tratados, que o relacionam com 56 países, entre os quais estão os Estados Unidos, a União Europeia, a China e o Japão.

Estes tratados são produto da liberalização econômica que começou há três décadas. Uma política que abriu o país a todos os continentes, até transformá-lo numa das economias mais abertas do mundo e numa interessante plataforma para se fazer negócios.


Trinta anos de desenvolvimento


O Chile é um país que está em evidente sintonia com os mercados mundiais. Atualmente, as exportações representam quase 45% do seu Produto Interno Bruto, o que significa que quase a metade do que é produzido durante doze meses em solo chileno é vendido fora das suas fronteiras. Essa abertura ao mundo tem mais de 30 anos de desenvolvimento constante.


No começo, o avanço foi unilateral ou no marco de relações multilaterais já existentes. Com a volta da democracia em 1990, as novas autoridades mudaram de estratégia e privilegiaram os acordos bilaterais com outros países, sob a premissa de que os tratados comerciais são instrumentos que geram crescimento, emprego, riqueza e desenvolvimento social.


Desde então, a abertura tem estado marcada pelos convênios comerciais nas suas diversas formas (de alcance parcial, de complementação econômica ou ACE, os de associação econômica, os de tratados de livre comércio ou TLC e os de associação estratégica).


Com essa política, o Chile abriu seu mercado interno a produtos do mundo inteiro. De fato, ainda que a tarifa geral paga pelos produtos estrangeiros que ingressam no país seja de 6%, a tarifa média efetiva é próxima a 1%. Vale destacar que muitos carregamentos de produtos que chegam do estrangeiro já estão ingressando no país com tarifa zero, graças à dedução tarifária contemplada nos acordos.


O Chile, por sua vez, conseguiu condições preferenciais de acesso a bens, serviços e capitais nos principais mercados do planeta.


Os acordos permitem conseguir uma harmonização e/ou reconhecimento das políticas e normas jurídicas bilaterais, o que garante bases competitivas e estáveis; até em setores que não são diretamente comerciais, mas com uma alta incidência competitiva, como os temas meio ambientais, sanitários e fitossanitários, propriedade intelectual, solução de controvérsias e seguridade jurídica, entre outros.

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