Viagem ao Altiplano

Um planalto andino cheio de festas multicores, povos milenares, exóticos animais, parques e reservas naturais.

miércoles, 21 de julio de 2010  
Viaje al Altiplano Lago Chungará (Photo:Sernatur)

Na altura do Trópico de Capricórnio, entre os 3.500 e os 4.700 m de altitude, está uma enorme língua salina que se estreita ao sudeste devido à formação de um braço ocidental da Cordilheira dos Andes conhecido como Cordilheira de Domeyko. Entre ambos os cordões montanhosos emerge o Salar de Atacama.

Rota de integração do altiplano

É uma estrada em construção que vai unir Cuzco a San Pedro de Atacama, seguindo os vestígios do antigo e monumental Caminho do Inca. No setor chileno, o projeto une Visviri a San Pedro de Atacama. São mais de 900 km numa zona também conhecida como o “Gran Despoblado de Atacama”.

Na parte norte, a localidade mais importante é Putre; um pequeno povoado a 149 km a leste de Arica, que está se tornando uma nova San Pedro. Ali há residenciais, hotéis e empresas de turismo de aventura que organizam passeios a pontos destacados da zona, como as pinturas rupestres.

Trecho I: Visviri – Parinacota

No total são 91 km. Seguindo a rota para o sul, logo aparecem os trabalhos de piscicultura no rio Caquena, depois as lagoas de Parinacota e Cotacotani que refletem as nuvens do céu, e então se chega ao Lago Chungará, a atração mais fotografada da zona.

Trecho II: Parinacota – Salar de Surire

Sempre entre os 3.500 m e os 4.450 m sobre o nível do mar, a rota vai do vilarejo de Parinacota até o Salar de Surire. Parinacota está a 42 km de Putre e a 4.392 m de altitude. Ali moram somente 149 pessoas, um povoado de origem pré-hispânico, localizado na antiga rota Arica – Potosí. Declarada zona típica, atualmente é um Monumento Nacional que recebe o visitante com sua antiquíssima igreja, construída no século XVII e reconstruída em pedra em 1789. No interior, as paredes mostram impressionantes pinturas do século XVII e uma mesa permanece curiosamente amarrada pelas pessoas que moram ali, que asseguram que está enfeitiçada.

O monumento natural Salar de Surire está a 266 km a sudeste de Arica e a 4.245 m de altitude. É um salar gigantesco de 11 hectares, no meio do qual se encontra o morro Oquealla, de 4.322 m. Embora o clima seja extremo, com -15°C de noite e 5°C de dia, o lugar é habitado por múltiplas espécies e destacam-se emas ou avestruzes americanas. Um presente da natureza são os três tipos de flamingos, dos seis que há em todo o planeta; além de camelídeos como vicunhas, lhamas e alpacas. As águas termais de Polloquere convidam a relaxar após uma viagem tão dura.

Trecho III: Salar de Surire – Colchane

Neste terceiro trecho a rota do altiplano passa cruza as termas de Enquelga, os vulcões Osluga, Sajama e Cibaray, o pequeno porto Capitán, o Paso de La Sierra de Uscana, o Parque Nacional Isluga, a lagoa Arabilla e o rio Islugaramo.
Perto de Colchane estão as Termas de Puchuldiza, com banhos de barro e piscinas de águas temperadas entre 30°C e 85°C. No inverno, o frio transforma as fumarolas em verdadeiras espigas de gelo que alcançam os dez metros de altura.

Trecho IV: Colchane – Ancuaque

Pouco conhecido, o Salar de Coipasa tem 70 km de extensão e está justo na fronteira entre o Chile e a Bolívia. De seus 2.218 km quadrados, quase sua totalidade está em território boliviano. Por isso é considerado o segundo maior salar, depois do de Uyuni. Do lado chileno, pode-se conhecer 25 km quadrados.

Sugere-se visitar Cariquima e conhecer suas famosas tecelãs; os altos morros de Chuncaroni e Quetaine, o pampa de Suri e a Laguna de Villablanca.

Trecho V: Ancuaque – Lirima

A atração aqui é a antiga igreja de adobe do povoado de Ancuaque. A viagem continua ao pequeno porto de Picavilque, a 5.100 m de altitude, para logo descer podendo observar ao longe o Salar de Huasco. Mais tarde a rota chega até a localidade de Lirima, formada nos anos 80 por famílias aymaras que emigraram de Cariquima para preservar suas tradições. Em Lirima, chamam a atenção os tecidos de fios de lã tingidos através de processos artesanais.

Trecho VI: Lirima – Ujina

Este trecho é uma antiga trilha utilizada por aymaras que provinham da Bolívia para alimentar seus animais e comercializar seus produtos. Trata-se de um trecho formoso e frio que beira o Salar de Coposa e suas estranhas formações geológicas.

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