Gente do Chile

Os habitantes do país são diversificados. Cultura e identidade são frutos da relação entre os povos nativos e os imigrantes.

viernes, 23 de julio de 2010  
Gente de Chile

Desde o século XVI os povos nativos do Chile se relacionaram com os descobridores espanhóis. Posteriormente, a essa mistura se somaram aqueles que chegaram de outras nações europeias e asiáticas. Diariamente, essa diversidade mestiça continua aumentando e hoje soma 16 milhões de pessoas.

Idioma
O idioma oficial é o espanhol. Também se falam mapudungún, aimara, rapa nui, quéchua, e alacalufe (kawésqar).

População
Em 2002, ano do último censo, a população era de 15.116.435 habitantes. A projeção para 2009 foi de 16,9 milhões. Oitenta e seis por cento da população total moram em zonas urbanas e 6,8 milhões residem na Região Metropolitana de Santiago, a capital do país.

Religião
O estado chileno é laico e tolerante, e a liberdade de culto é garantida constitucionalmente. Dados oficiais de 2002 mostraram que quase 90% dos chilenos maiores de 15 anos se declaravam crentes, embora o resto tenha respondido não ter religião, ser ateu ou agnóstico.  Dos que se declararam crentes, 70% se considerou católico; 15,1%, evangélico e 4,4%, dividido entre outros credos.

Etnias
Do total dos habitantes do Chile, 4,6%, aproximadamente 700.000 pessoas, se consideravam pertencentes a diversas etnias. A mapuche é a maior, vive no sul do país e em Santiago. Os aimarás e atacameños são do norte; os rapa nui, da ilha de Páscoa; os alacalufes e yámanas, do extremo sul.

Mapuche: 87,31%
Aimara: 7,01%
Atacameño: 3,04%
Quechua: 0,89%
Rapa nui: 0,67%
Alacalufe: 0,38%
Colla: 0,46%
Yámana: 0,24%

Imigrantes
Os primeiros espanhóis chegaram ao Chile na metade do século XVI. Dois séculos depois, com o incentivo e o apoio do Estado, arribaram alemães, croatas, franceses, italianos e britânicos. O século XX recebeu imigrantes asiáticos e europeus que chegaram produto da Segunda Guerra Mundial. Nas últimas décadas, o crescimento econômico do país atraiu também argentinos, peruanos e equatorianos.

A diversidade multicultural salta aos olhos ao percorrer o Chile. No extremo sul, as tradições croatas se manifestam até hoje. Capitán Pastene, na Região de La Araucanía, é um pequeno povoado tipicamente italiano, fundado pelos estrangeiros no final do século XIX.

A arquitetura e a gastronomia expressam a influência alemã em Frutillar e Puerto Varas. O esporte chileno não é alheio a esta pluralidade e na liga profissional de futebol competem os times Palestino, Audax Italiano e Unión Española, representativos das respectivas colônias (Palestina, Itália e Espanha).

Chilenos "patiperros"

No Chile a expressão “patiperro” (andarilho), é usada para definir as pessoas que viajam muito. Em todos os cantos do planeta há chilenos. No estrangeiro residem 6% da população, algo assim como 875 mil pessoas, de acordo com o censo de 2005.

Desse número, ao redor da metade vive na Argentina; 113 mil, nos Estados Unidos e 42 mil, na Suécia. O golpe de Estado de 1973 obrigou milhares de pessoas a partir para o exílio. No entanto, este não foi o principal motivo para emigrar. Também influíram razões econômicas, de trabalho e familiares.

Vínculos de interesse

ChileGlobal
Rede de talentos para a inovação, formada por empresários e altos executivos chilenos ou amigos do Chile residentes no exterior. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento do país através da transferência de conhecimento e geração de novas oportunidades de negócios.

Chile somos todos
A Direção para a Comunidade de Chilenos no Exterior (Dicoex) coordena e desenvolve as políticas públicas para vincular os chilenos que residem fora do país.

Educarchile
O site de educação desenvolvido conjuntamente pelo ministério da área e a Fundação Chile possuem uma seção especial com abundante material sobre os povos nativos.