Vinho chileno

A terra e o clima se dão as mãos para produzir vinhos que conquistam especialistas e cidadãos de todo o mundo.

miércoles, 01 de febrero de 2012  
Vino Chileno

O vinho chileno é de exportação, motivo para comemorações e atrativas rotas turísticas. Em poucas palavras, por sua alta qualidade existem excelentes motivos para brindar pelo vinho chileno.

Em 2008, o vinho Clos Apalta 2005, da vinha Casa Lapostolle  foi eleito o melhor do mundo pela revista Wine Spectator dos Estados Unidos. A indústria tem colocado o Chile como o décimo primeiro produtor e o quinto maior exportador mundial. Esta presença responde a uma longa tradição de produção. Em cada garrafa, há uma cultura que fala do clima, da geografia, de empresas e pessoas que trabalham e vivem em torno aos produtos proporcionados pelas uvas.

Por esta razão, entre os festivais tradicionais se destacam as festas da vindima, e já são tradicionais as rotas do vinho em várias localidades do vale central. Nessas rotas os turistas podem aprender sobre o processo de produção e saborear uma grande variedade de cepas, ao mesmo tempo em que percorrem de San Fernando até Santa Cruz, no trem do vinho. Particularmente no Valle de Colchagua estão os melhores vinhedos do país. Mas também em Atacama, Coquimbo, no Vale central e na zona sul são produzidos excelentes vinhos.

Conexão Francesa

Palavras como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot, Malbec, Sauvignon Blanc e Semillon, caracterizam a indústria chilena do vinho e tornam evidente a influência da cultura francesa. Entre os especialistas gauleses que chegaram no século XIX, destaca-se Claudio Gay,  botânico e naturalista, autor do Atlas de Gay, quem estudou a flora, a fauna, a geografia e a geologia do país.

Os franceses contribuíram para a modernização da produção do vinho e trouxeram cepas Cabernet Sauvignon, Malbec ou Cot, Riesling, e outras já mencionadas; promoveram o cultivo de variedades de uvas francesas, o refinamento dos ensambles e as técnicas de maturação. Trata-se de uma conexão francesa com resultados que estão à vista e no paladar de especialistas e amadores.

A melhoria no tratamento dos vinhedos juntou-se com a inclusão de elementos técnicos que permitiram a produção local de champanhe. No entanto, muito antes da contribuição francesa, os espanhóis já haviam trazido as primeiras vides ao Chile aproximadamente no ano 1550. Foram cultivadas no Vale Central, perto de Santiago, zona de clima mediterrâneo com as estações do ano bem definidas.

Com o passar do tempo, a mestiçagem produtiva e a experimentação deram vida a cepas chilenas, que tiveram um singular reconhecimento por sua qualidade. Por exemplo, a cepa Carmenere, que se extinguiu na Europa, sobreviveu no país. O investimento em cepas chilenas levou à introdução de tecnologias modernas, regulamentos jurídicos, classificações e denominações de origem, o que facilitou a produção de vinhos de exportação que dão prestígio ao país.

Mais detalhes sobre o vinho no site da Associação Wines of Chile.