O gibi do Chile

Pela primeira vez em 2008, o Museu de Belas Artes apresentou uma mostra de gibis e humor em suas salas.

miércoles, 28 de julio de 2010  
Condorito Condorito (Photo: Réne Ríos Boettiger, Pepo)

O reconhecimento dos quadrinhos no mundo da arte nacional é recente, embora a tradição profissional tenha sido iniciada por um pintor romântico, o paisagista e caricaturista Antonio Smith, que estudou na Academia de Pintura na metade do século XIX.

Atualmente, a fronteira entre a tira de jornal e o gibi artístico é difusa, com exemplos de grande reconhecimento, como é o caso de Fernando Krahn que já fez uma exposição individual no Museu de Belas Artes com a poeticidade de seu dramagrama que teve grandes elogios nos Estados Unidos e na Europa.

Nos anos 80 Marcela Trujillo, pintora, caricaturista e animadora 2D, inicia a publicação de Maliki. Rodrigo Salinas, expoente do grupo La Nueva Gráfica Chilena também expôs no Museu de Arte Contemporânea. Ele transpassa a sua irreverência a vários suportes que integram a gráfica e a instalação.

O personagem mais internacional do gibi chileno é Condorito, criado por Pepo e já tem 60 anos como o gibi de maior popularidade.

A narrativa desenhada do Chile tem uma longa tradição expressada tanto como uma sátira política quanto quadrinhos humorísticos e sérios. Na imprensa atual se destacam as ilustrações editoriais de Jimmy Scott, Hervi, Rufino e Mico. Já na revista Caleuche o destaque é para Themo Lobos criador do gibi sobre as aventuras de Mampato e Ogú, além de haver sido o primeiro longa-metragem animado chileno.

 

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