Frutos e frutas para o mundo
Processos agrícolas
Os cientistas internacionais valorizam a contribuição do Chile para agregar qualidade e saúde à produção agrícola.
viernes, 30 de julio de 2010
(Photo:Technopress)
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A biotecnologia aplicada a processos agrícolas é a biotecnologia verde. Um exemplo é o desenho de plantas transgênicas capazes de crescer em condições ambientais desfavoráveis ou de plantas resistentes a pragas e doenças.
Espera-se que a biotecnologia verde produza soluções mais amigáveis com o meio ambiente que os métodos tradicionais da agricultura industrial. É o que busca a engenharia genética em plantas para expressar praguicidas, com o que se elimina a necessidade da aplicação externa dos mesmos, como é o caso do milho Bt. Se os produtos da biotecnologia verde respeitam muito mais o meio ambiente, isso já é tema de debate.
Sobre a base de um forte e diversificado setor hortifrutícola, a decisão do Chile de se tornar uma potência alimentícia está longe de ser uma quimera. De fato este é um dos 10 países mais destacados em envios ao exterior de uva de mesa. Da mesma forma, as exportações dos setores agrícola, frutícola, ganadeiro, silvícola e de pesca extrativa registraram um aumento de 23% em 2008. Por isso, também existem iniciativas para fortalecer a qualidade destes produtos usando a biotecnologia.
Em 2006 nos Estados Unidos, os chilenos Álvaro Olivera-Nappa, Andrés Leschot e Felipe Camposano ganharam o primeiro prêmio no concurso World’s Best Technologies, por idealizar um sistema que modificava de maneira natural a estrutura interna das maçãs, tornando-as mais resistentes aos raios UV e estimulando componentes benéficos à saúde humana.
O bioquímico Ariel Orellana também trabalhou nessa mesma linha, porém a favor dos pêssegos e das nectarinas nacionais, cujos envios para o exterior geraram retornos superiores a 100 milhões de dólares em 2007. Em países como os Estados Unidos gozam de uma participação relevante no mercado.
A equipe público-privada liderada pelo especialista da Universidade Andrés Bello conseguiu detectar, entre outras variáveis, 300 genes responsáveis pela textura farinhenta da fruta causada pelo frio. Em 2008, o resultado destas pesquisas foi valorizado por mais de uma centena de cientistas presentes no IV Congresso Internacional em Genômica de Frutas realizado no balneário chileno de Pucón.