Os benefícios secretos do oceano

Biotecnologia marinha

Degradar a sujeira a baixas temperaturas, não depender da água quente. Uma pequena e enorme contribuição da pesquisa nacional.

martes, 03 de agosto de 2010  
La biotecnología azul (Photo:Technopress)

A biotecnologia azul é a que se aplica em ambientes marinhos e aquáticos. Suas aplicações ainda em fase de desenvolvimento são promissoras para a aquicultura, para os cuidados sanitários, para a cosmética e para os produtos alimentícios.

O Chile possui uma extensão de quase 4.500 quilômetros e uma costa com dimensões similares. Equivale a um décimo da circunferência planetária, um dado muito importante. Mateo Martinic, Prêmio Nacional de História, acrescenta que se seus infinitos arquipélagos fossem considerados, o território acumularia 80 mil quilômetros de praias, descontando os três milhões de quilômetros quadrados de mar patrimonial.

A relação com o oceano Pacífico é naturalmente uma fonte de enormes riquezas. A atividade relacionada com peixes, crustáceos e moluscos reportou dividendos por 3.353 bilhões de dólares (FOB) em 2008, cifra que representa cerca de 5% de todas as exportações anuais do Chile. A imensidão do mar chileno permite frequentemente descobertas de insuspeitáveis horizontes.

Um destes é o que lidera um dos pioneiros da biotecnologia no país, Juan Asenjo, Prêmio Nacional de Ciências 2004, que sequenciou enzimas do krill, um crustáceo da Antártida. Graças às propriedades encontradas se poderá desenvolver detergentes que degradem a sujeira a baixas temperaturas, o que significa lavar sem utilizar água quente.

Após patentear sua pesquisa nos Estados Unidos, o criador e diretor do Centro de Excelência em Engenharia Bioquímica e Biotecnologia da Universidade do Chile, lidera trabalhos com o objetivo definido de conseguir o isolamento rápido e simplificado de proteínas modificadas.

img_banner