Conectividade

Entre as economias baseadas nos recursos e na eficiência, o Chile ocupa o terceiro lugar em conectividade mundial.

martes, 03 de agosto de 2010  
Aeropuerto Aeropuerto (Photo: ProChile)

O Chile olha para o mundo desde o extremo sul do planeta desafiando as distâncias. A conectividade e o comércio exterior constituem uma prioridade inevitável. Não é por acaso que o país se destaca pela eficiência de sua moderna infraestrutura e por sua rede de telecomunicações. Estes dois fatores contribuíram para que o intercâmbio comercial superasse os 129 milhões de dólares em 2008, transformando o comércio exterior em um motor de crescimento e desenvolvimento de aproximadamente 69% do Produto Interno Bruto (PIB) do Chile.

Segundo o estudo Connectivity Scorecard 2009, solicitado pela empresa Nokia, o Chile está no terceiro lugar do ranking de conectividade entre as economias baseadas nos recursos e na eficiência, acima da Rússia, da China, da Índia e de todos os países da América Latina.

Alguns dados eloquentes: no país há tantos celulares quanto habitantes; as pessoas são mais assíduas a sites de redes sociais do que em outros países; e, quando dirigem seus carros pelas novas estradas urbanas de Santiago, utilizam um sistema integrado de telepedágio, um dos primeiros do mundo com transmissores ou transceptores.

Telecomunicações

Atualmente, a população do Chile é de aproximadamente 16 milhões de habitantes e há 14,8 milhões de pessoas que possuem celulares, isto torna o país um dos líderes da América Latina em telefonia celular.

Em 2008, a metade dos chilenos costumava usar internet (48%), uma quantidade equivalente a países europeus como a República Checa e a Hungria. O país é um dos líderes mundiais no uso de Facebook e a banda larga alcança um uso comparável ao de países desenvolvidos. De acordo com essas cifras oficiais, 32% das casas possuem conexões a internet. 

Junto com o crescimento das redes sociais, aumenta o uso das novas formas de pagamento. Vinte e oito por cento dos chilenos realizam transações online por somas que, para o ano 2009, superarão os 400 milhões de dólares.  Ao contrário da telefonia celular, a fixa se mantém relativamente constante desde 2001, com um total de 3,5 milhões de linhas em todo o país. 

Em janeiro de 2009, a Subsecretaria de Telecomunicações registrou 1,47 milhões (32,8%) de assinantes à televisão paga.

Atividade aerocomercial

No começo de 2009, o aeroporto de Santiago  foi eleito como o segundo melhor da América Latina, superado somente pelo de Miami, segundo um estudo realizado pela revista AméricaEconomia a um grupo de 1.400 altos executivos.

O aeroporto internacional de Santiago, inaugurado em 1994 recebe o nome de Comodoro Arturo Merino Benitez. Junto com ele, existem outros 13 terminais aéreos que recebem voos comerciais e, principalmente, nacionais incluindo os da Ilha de Páscoa.

Aproximadamente vinte linhas aéreas internacionais operam saindo do Chile a mais de trinta destinos ao redor do mundo. LAN é a maior companhia aérea chilena do país, faz parte da aliança Oneworld e tem conexões aéreas com outros países da América Latina, dos Estados Unidos, do Caribe, da Oceania e da Europa. Sky Airline é outra importante companhia nacional e realiza voos ao longo do Chile e para outros países.

Durante 2008, foram transportados 9,7 milhões de passageiros, dos quais 50,9% foram para o estrangeiro. Segundo a Junta de Aeronáutica Civil, o tráfego doméstico aumentou 16,5% em comparação ao ano anterior. 

Por sua parte a carga aérea internacional alcançou 282 toneladas, com destinos tão diferentes como Miami, São Paulo, Buenos Aires, Madri, Lima e Atlanta.

Rede de estradas

Uma forte aliança entre o estado e a empresa privada, através de um inovador sistema de concessões, tornou possível a modernização e o fortalecimento de uma grande rede de estradas no Chile. São mais de 80 mil quilômetros (50 mil milhas) em todo o país, que conectam as atividades produtivas de Arica até Quellón, em Chiloé. No extremo sul, a Carretera Austral (Estrada Austral) une a cidade de Puerto Montt com Villa O’Higgins na Patagônia.

Em 2007, o programa de governo Infraestrutura para a Competitividade destinou, através doMinistério de Obras Públicas, 780 bilhões de dólares para a conservação e reposição de caminhos, para o aumento da capacidade das vias e melhores acessos a zonas turísticas, entre outros planos.

A cidade de Santiago, capital do país, tem quatro modernos sistemas de autopistas. São 155 quilômetros (96 milhas) de vias de alta velocidade com um sistema de pedágio em movimento free flow, através de um dispositivo eletrônico aderido ao pára-brisa de cada veículo conhecido como Televía.

Rede ferroviária

O sistema ferroviário do Chile serve para o transporte de carga mineira e florestal entrando e saindo dos portos. Existem seis sistemas para o transporte de passageiros na zona central do país, dirigidos pela Empresa Ferrovias do Estado (EFE).

O mais extenso é o serviço TerraSur, com 400 quilômetros (248 milhas) que separa Santiago da cidade sulista de Chillán. Possui sete frequências diárias por sentido e uma conexão de ônibus até a cidade de Concepción.

As cidades mais povoadas têm trens urbanos. O Metro (metrô) de Santiago traslada 2,3 milhões de pessoas por dia através de cinco linhas e 92 estações. Quase 85 quilômetros (52 milhas) de linhas subterrâneas e sobre a superfície. Nos últimos meses de 2010 estarão funcionando onze novas estações e a extensão total do metrô superará os 100 quilômetros (62 milhas).

O metrô de Valparaíso, Merval tem vinte estações e liga a cidade-porto com a localidade de Limache, a 43 quilômetros (26 milhas) de distância.

O Biotrén de Concepción percorre a cidade de nordeste a sudeste, dispõe de duas linhas e vinte e três paradas, com uma extensão de quase 50 quilômetros (31 milhas)

Infraestrutura portuária

Excluindo Santiago, todas as regiões do Chile têm terminais marítimos de envergadura, administrados pelo Estado e pela empresa privada. Pelos portos do país circulam ao redor de 80% do comércio exterior.

Cifras estatísticas da Comissão Econômica para a América Latina – Cepal - posicionam o Chile junto com a Colômbia, no quarto lugar entre os países com maior movimento portuário da região, superado somente pelo Brasil, México e Argentina.

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