Economia

O que melhor define a economia chilena é a estabilidade. Com abertura comercial e livre concorrência, o crescimento é sólido e sustentável.

martes, 03 de agosto de 2010  
Fachada Banco Central Fachada Banco Central (Photo:Banco Central)

- Sistema financeiro chileno

A economia chilena se destaca entre as mais estáveis e pujantes do mundo. O mercado estimula a livre concorrência e a abertura comercial, ao mesmo tempo em que as autoridades cuidam e promovem a disciplina fiscal. O crescimento da última década alcança uma média próxima a 5% anual.

O crescimento sustentável confirma que a economia do Chile é uma das mais abertas e dinâmicas, situação que lhe permitiu firmar Tratados de Livre Comércio com mercados que representam quase dois terços da população mundial.

Na última década, os melhores sócios desse crescimento foram a responsabilidade fiscal e os programas sociais que reduziram a pobreza significativamente, multiplicando por quatro o número de jovens que ingressa as universidades.

Modelo econômico

O modelo chileno tem sido reconhecido internacionalmente por conotados especialistas e meios de comunicação de prestígio. Todos destacam o sucesso econômico do país, a disciplina fiscal e os programas sociais de grande impacto.

Trata-se de uma economia aberta, competitiva, orientada ao livre comércio e com uma forte política exportadora. Não é por acaso que nos últimos anos o Chile tem sido um dos países que mais assinou Tratados de Livre Comércio, entre outros com a União Europeia, os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Canadá e a China.

Com o fim de que o sucesso econômico beneficie a todos os habitantes do país, se implantam reformas com importante ênfase social. São iniciativas em diferentes áreas de atividade socioeconômica. Uma das mais relevantes é o Plano AUGE (Acesso Universal para prestações integrais e Garantias Explícitas), sistema de saúde pública que garante maior e melhor cobertura a todos os chilenos.

A economia também mostra avanços em construção de vivendas sociais e em amplos programas de acesso à educação. Em quinze anos, os índices de pobreza diminuíram de modo significativo, de 38% em 1990 a 13,7% em 2006. Ainda subsiste iniquidade na distribuição dos ingressos, tarefa que une a todos na busca de soluções permanentes para a desigualdade.

Uma decidida política de economia de reservas apoia a estabilidade da economia e permite enfrentar os períodos de crise que afetam a economia mundial.

O uso racional das divisas geradas pelo cobre e a economia sistemática dos superávits fiscais, possibilitaram somar reservas superiores a 12% do PIB e aprovar no Parlamento um reajuste do orçamento de 5,7% para 2009.

De acordo aos relatórios do Fundo Monetário Internacional, o indicador do Produto Interno per Capita outorga ao Chile a liderança entre os países da América Latina, com US$ 14.673 em 2007.

Setores produtivos

O Chile dispõe de uma ampla oferta de produtos, serviços e oportunidades. Vinhos de qualidade reconhecida em todo o mundo, apetitosas maçãs, videojogos de impacto global, vacinas que previnem doenças que atacam os salmões, tecnologia para manter a maior piscina aquecida do mundo, numerosas locações para os filmes bem-sucedidos de James Bond. Estes são apenas alguns exemplos de sua diversidade.

Mineração

O falecido Presidente Salvador Allende definiu o cobre com a expressão “o salário do Chile”, pela enorme influência da produção desse recurso natural na economia do país. O metal vermelho continua sendo o pilar da economia chilena e a mineração, o principal setor produtivo.

O Chile gera a terça parte da produção mundial de cobre. Nas últimas décadas tem diversificado suas exportações mineiras, acrescentando grandes volumes de molibdênio, ouro, lítio, iodo e derivados do salitre.

Segundo cifras da Sociedade Nacional de Mineração (Sonami), as exportações mineiras arrecadaram US$ 40,250 bilhões em 2008 e a indústria representou 17,5% do PIB total do país.

Agricultura

A atividade produtiva agrícola cresceu tanto que todos os programas apontam para transformar o Chile em uma potência agroalimentícia. Um  exemplo notável é o cultivo de salmão e de truta, que posicionam o país como um dos principais exportadores do mundo.

Igualmente fecunda é a produção de frutas, que são comercializadas ativamente nos mercados internacionais. Em especial, maçãs e uvas de diferentes tipos e sabores; kiwis e variedades de berries, esta última espécie tem permitido aos investigadores chilenos proporcionar valiosas contribuições ao cultivo do mirtilo.

Desde 1990 as exportações de frutas à Europa se duplicaram, e equivalem aproximadamente a 35% das exportações, cifra parecida às exportações aos Estados Unidos. Na temporada 2007-2008 Chile exportou um volume total de 2,4 milhões de toneladas de frutas.

A natureza deu ao país condições climáticas excepcionais e uma variedade especial de terrenos. Não é estranho então que produza vinhos de qualidade privilegiada e  seja um dos mais importantes exportadores de vinhos do Novo Mundo.

No entanto, as exportações não são tudo para a indústria vitivinícola chilena. Um vinho produzido no vale de Apalta foi eleito o melhor do mundo em 2008 por uma revista especializada norte-americana. Este prêmio e a produção com cepas desaparecidas em outros continentes consolidam o Chile na vanguarda dos países vitivinícolas líderes. Só em 2007 foi exportado vinhos a mercados tão importantes como o Reino Unido, os Estados Unidos e a Canadá, por um montante recorde de US$ 1,256 bilhões.

Exportações totais

Junto com a produção mineira e a agrícola estão a atividade industrial, a pesca, a celulosa, a área de serviços e a oferta turística. Todas relevantes ao crescimento sustentável e à estabilidade da economia. Em 2008 as exportações totais do país alcançaram US$ 68 bilhões.

Acordos comerciais

A abertura ao mundo foi determinante para o sucesso da economia. A redução de tarifas, os acordos de associação e complementação econômica, os convênios de alcance parcial e, especialmente, a assinatura de Tratados de Livre Comércio, permitem ao país aceder a mercados com mais de 4 bilhões de potenciais consumidores.

Os acordos assinados facilitam o comércio com grupos de países (MERCOSUL, 1996;  União Europeia, 2002), e com importantes nações por separado ( Canadá, 1996; Estados Unidos, 2003; China, 2005; Japão, 2007 e Austrália, 2008).

img_banner