Sistema financeiro chileno

O Chile desenvolveu um eficiente sistema financeiro, à altura das exigências de sua pujante economia.

martes, 03 de agosto de 2010  
Sistema financiero de Chile

O estímulo à concorrência tem exigido maior qualidade e quantidade de serviços dos bancos. Hoje existem 25 bancos comerciais operando no país com uma solvência bastante evidente. Entre outros, Banco de Chile, Banco Santander-Chile, Banco Estado (de propriedade fiscal), BBVA, Banco de Crédito e Inversiones e Corpbanca. Todos são supervisionados pela Superintendência de Bancos e Instituições Financeiras (SBIF), que também controla as operações de outras instituições do sistema.

A Lei Geral de Bancos regulamenta as atividades do setor e faculta as entidades financeiras para realizar negócios internacionais, através de escritórios em outros países e de investimentos ou colocações no estrangeiro.

O mercado das ações também cresceu nos últimos 20 anos. A ordem e o equilíbrio do mercado acionário chileno são resultado da experiência e dos ajustes adequados. A recessão econômica de 1982 deixou ensinamentos que motivaram reformas para garantir a estabilidade do sistema e reduzir os riscos.

Com o objetivo de aumentar a proteção dos acionistas minoritários, se promulgou a Lei de Opas em 2001, importante inovação para a transparência do mercado de capitais. Posteriormente, novas reformas para incentivar a poupança e atrair investidores estrangeiros, provocaram um forte impulso ao desenvolvimento dos fundos mútuos e das Administradoras de Fundos de Pensões (AFP).

Bolsa de Comércio

O principal centro de operações bursáteis do país é a Bolsa de Comércio de Santiago. Em 2008 concentrou 86,6% do mercado local de valores e os montantes comercializados chegaram a US$ 31,790 bilhões.

Mais de 150 empresas cotizam regularmente suas ações na Bolsa de Comércio de Santiago. O indicador das ações mais comercializadas é o IPSA (Índice de Preços Seletivo de Ações), que considera as 40 ações com maior movimento. Não obstante o complexo cenário econômico mundial, entre janeiro e fevereiro de 2009, a Bolsa de Comércio de Santiago mostrou uma alça de 3,9%, e se posicionou entre as mais rentáveis do mundo, só superada na América Latina pela Bolsa de Caracas.

Sistema de pensões

A privatização do sistema de pensões, com a consequente criação das Administradoras de Fundos de Pensões, AFP, é uma das reformas mais inovadoras da história econômica do Chile e do mundo. As pessoas podem escolher livremente entre cinco  administradoras para acumular suas poupanças previsionais.  Por Lei, as AFP coletam 10% do salário bruto de seus associados, dinheiro que vai para uma conta de capitalização individual e são investidos em títulos de renda fixa e variável. Também investem em diferentes setores econômicos, entre outros, os de infra-estrutura e telecomunicações.

Em 2008, por meio de uma reforma que garante aos cidadãos uma cobertura mínima de seguridade social, se aperfeiçoou o sistema previsional. A reforma é financiada com aportes do Estado, em beneficio de aposentados e pessoas com invalidez para o trabalho, e aportes livres.

Serviços bancários

Desde a localidade de Putre, no extremo norte, até Porvenir, na austral região de Magallanes, os principais bancos do país têm uma rede de sucursais que atende a clientes de todo o território nacional. São milhares de sucursais entre o Banco de Chile e o Santander-Chile, de propriedade privada, e o BancoEstado, de propriedade fiscal.

As outras entidades bancárias que operam no país, agregam cerca de mais de 900 pontos  de atenção ao público, todos entre as 9:00 e as 14:00, de segunda a sexta.

Formas de pagamento

A unidade monetária vigente e de circulação obrigatória é o peso ($). Suas características físicas e valores absolutos são diferentes aos de todas as moedas de curso legal existentes nos outros sete países da América Latina e da Ásia que usam a mesma denominação. As apresentações do peso chileno correspondem a notas de $ 20.000, $ 10.000, $ 5.000, $ 2.000 e $ 1.000; e moedas de $ 500, $ 100, $ 50, $ 10, $ 5 e $ 1.

A forma usual de pagamento é o dinheiro vivo, sobretudo para somas que não superam o equivalente a US$ 20. Também é muito comum o uso de cheques. Além disso, as casas comerciais emitem ao redor de 15 milhões de cartões de Crédito próprios que permitem comprar em seus locais e em outras empresas com as quais estabeleceram alianças, além de poder retirar dinheiro.

Também existe uma rede de máquinas conectada que entregam dinheiro, denominadas Caixas Eletrônicos (Automated Teller Machines, ATM), distribuídas em todo o país com mais de 6.700 aparatos dispensadores, muitos deles em funcionamento nas 24 horas do dia, durante todo o ano. Identificados com o selo Redbanc, os Caixas Eletrônicos se encontram a um costado das sucursais bancárias, e também em postos de gasolina, supermercados, farmácias e shoppings centers.

Casas de câmbio

Embora não sejam tão massivas quanto os bancos ou os caixas eletrônicos, no Chile existem casas de câmbio de fácil acesso em aeroportos, zonas centrais das principais cidades e alguns recintos comerciais chamados popularmente de malls.

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