Poluição urbana

Desenvolvimento e modernidade podem favorecer a contaminação. A chave é prevenir e remediar.

martes, 03 de agosto de 2010  
Santiago Santiago (Photo:Turismo Chile)

A atividade industrial, o aumento do parque automotor ou o uso de alguns sistemas convencionais de calefação favorecem o crescimento e o bem-estar dos habitantes das grandes cidades. No entanto, provocam aumentos na contaminação atmosférica que são imprescindíveis combater.

Devido à sua peculiar posição geográfica, encerrada entre cordões montanhosos, Santiago frequentemente se vê ameaçada pela poluição ambiental. Uma série de medidas garante a saúde de seus mais de seis milhões de habitantes.

Basta que uma das nove estações de monitorização dispostas no perímetro urbano detecte níveis de material particulado em suspensão que possam ser nocivos, para que imediatamente se ativem restrições para a circulação de veículos, a operação de quase 900 fontes fixas de emissões, fundamentalmente industriais, os sistemas de calefação domiciliar com combustão a lenha e a queimadas agrícolas na periferia.

Temuco, capital da região da Araucanía, também costuma ser afetada pela contaminação ambiental nos meses de inverno. A causa é a queima de madeira úmida como combustível para calefação. Por este motivo são postos em ação programas de certificação de lenha seca, estímulos à renovação de equipamentos de calefação e ao isolamento térmico das vivendas.

Reservas e parques

A cordilheira e o mar são fronteiras naturais do Chile. Estas condições geográficas criaram um ótimo hábitat de espécies arbóreas milenares e de fauna nativa. No país, os ecossistemas possuem um valor agregado. O Estado é consciente desta condição e, na metade da década de 80, inaugurou legalmente um Sistema Nacional de Áreas Silvestres Protegidas, administrado pela Corporação Nacional Florestal, Conaf.

Os cidadãos em ação

A sociedade civil também se organiza e se manifesta a favor da proteção do meio ambiente. Os cidadãos compartilham uma crescente vontade por preservar tanto a rica diversidade de paragens, a flora e a fauna do Chile, quanto o valioso patrimônio arquitetônico das cidades fundadas no século XVI.

Existe cerca de vinte de organizações não-governamentais (ONG) com atividade visível e permanente, filiais de renomeadas entidades internacionais, e outras tantas locais que contribuem à consciência cidadã.

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