Páscoa e Juan Fernández. A polinésia e as histórias da literatura mundial. Há muito para se ver no meio do mar.
Isla Juan Fernández (Photo: Turismo Chile)
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Na imensidão do oceano Pacífico, dois territórios insulares chilenos guardam mistérios surpreendentes, histórias de piratas e tesouros ocultos, gigantescas esculturas em pedra, tradições e festas que encantam e cativam os visitantes.
Trata-se do arquipélago de Juan Fernández e da mítica Ilha de Páscoa. O primeiro é um santuário da natureza e a segunda possui uma singular riqueza arqueológica e cultural; ambos declarados zonas de importância internacional, pela Unesco, para serem cuidados e preservados.
O caráter insular extremo de ambos os territórios chilenos, que pertencem à região de Valparaíso, exige que a maioria das viagens seja realizada via aérea ou em alguns dos navios que desafiam as distâncias e as correntes.
A distância e a relativa dificuldade de acesso multiplicaram as lendas e os mistérios. Os moais se tornaram o selo da polinésica Ilha de Páscoa, enquanto um náufrago escocês do século XVIII inspirou o famoso romance Robinson Crusoé, escrito por Daniel Defoe baseado nas travessias de Alexander Selkirk em seu desterro insular no arquipélago de Juan Fernández.
Territórios pequenos, mas com muitas histórias e habitantes orgulhosos de suas raízes insulares, com enormes vistas panorâmicas sobre as paisagens marinhas e uma gastronomia única que demonstra a evidente relação que possui seu povo com o mar. As ilhas nacionais são um convite permanente para conhecer a geografia mais afastada do Chile continental.