Hanga Roa

É o único centro povoado, ponto de partida da experiência rapa nui. É um universo inteiro no meio do oceano Pacífico, uma mistura de turistas e nativos.

martes, 03 de agosto de 2010 Categoría: DestinosTop
Hanga Roa (Photo:TurismoChile)

Com a mesma frequência ali se escuta a língua pascoense, o inglês e o espanhol. A tranquila localidade, que também é um porto, contém 90% da população, um pouco menos de 5000 pessoas, e possui tantos serviços básicos que nem precisam se lembrar do continente.

Localizada ao oeste da ilha, possui uma rua principal com direção norte-sul, a Avenida Atamu Tekena chamada assim em homenagem a um herói local. Esta rua é o centro da cidade e possui muitas lojas, hotéis, restaurantes, o único supermercado da ilha e a farmácia. Na intersecção com Te Pito o Te Henua, há dois prédios públicos e o restante do comércio.

Ao norte da cidade, na zona de Tahai, encontra-se o Museu Antropológico Padre Sebastián Englert (MAPSE), lugar que reúne, conserva e investiga a herança patrimonial da Ilha de Páscoa e seu povo originário. Com este objetivo, o MAPSE cuida de uma coleção arqueológica e bibliográfica especializada.

Outro lugar que merece atenção é a Aldeia Hanga Piko, cais principal e aldeia de pescadores. Neste mesmo setor se encontra o Ahu Riata, complexo arqueológico restaurado em 1998. Durante a noite este lugar fica todo iluminado e as tartarugas aparecem na orla marítima procurando comida. Há desde barcos pesqueiros a iates. Daqui sai o atum fresco, peixe que se pode saborear facilmente na empanada típica da ilha.

Para comprar colares de conchinhas ou figuras mitológicas da rica tradição pascoense talhada em madeira, o visitante pode percorrer o mercado artesanal. A igreja local também é uma parada obrigatória quando as missas são realizadas com cantos pascoenses, enquanto figuras do recinto religioso misturam sinais cristãos com os próprios da ilha.

Atrações turísticas próximas

Orongo, Ninho do Homem Pássaro

Este é o lugar da lenda do pássaro sagrado e da competição dos nativos que queriam ser o Homem Pássaro.

É um dos lugares com maior tradição da ilha. Da sua costa se realizava o torneio tradicional para escolher o Homem pássaro, Tangata Manu. Durante dois séculos esta foi a maior honra que podia ter um rapanui, e exigia nadar até Motu, uma enorme rocha próxima, onde o Manutara ou pássaro sagrado depositaria o primeiro ovo no promontório de laje de basalto. Quem trouxesse o ovo de volta intacto teria as máximas honrarias.

Atualmente a aldeia foi reconstruída e é um complexo arquitetônico de pedra superposta onde esperavam os aspirantes a Tangata Manu. Destaca-se o setor Mata Ngarahu, onde se podem encontrar centenas de petroglifos de figuras como Tangata Manu (Homem Pássaro), Make-Make (Deus), Komari (Vulva como símbolo da fertilidade), entre outros.

Parque Nacional Rapa Nui

Quase a metade da superfície da ilha é lugar protegido por Conaf. Corresponde a 7.130 hectares e contém a maior concentração de patrimônio arqueológico da ilha. Declarado espaço de preservação natural e cultural em 1953, possui entre suas atrações os moais e várias espécies de aves típicas da ilha.

Natureza

Apesar de certa diminuição nos últimos anos, é possível encontrar aves marinhas que vivem ou chegam para aninhar nas escarpas ou ilhotas (Motu) que rodeiam a ilha em certas épocas do ano. Entre elas estão: makohe (Fregata minor), tavake (Phaenton rubricauda), kena (Sula dactylatra), e kuma (Puffinus nativitatis). Os peixes constituem outro grupo de grande atração, enquanto os atuais animais terrestres são escassos e a maioria foi introduzida a partir do final do século passado e começo do presente. Entre as aves se destacam as perdizes, pardais, pombas e ximangos.

Arqueologia, O Caminho do Moai

Por toda a ilha se podem visitar os quase 900 moais existentes, junto com uma diversidade de sítios arqueológicos destinados a propósitos rituais, agrícolas, alimentícios ou de vivenda.

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