Destinos Clássicos

Imperdíveis de Chiloé

viernes, 06 de agosto de 2010  
Ancud Ancud (Photo: Sernatur)

Os melhores lugares de Chiloé
Chiloé

Trekking através do Parque Nacional: é um dos poucos pontos onde é possível observar a força do Pacífico, enquanto a solitária praia bordeja uma bela floresta nativa. Tem uma superfície de 43.057 hectares, divididas em três partes. A primeira corresponde ao setor Chepu, com 7.800 hectares, a segunda é o setor Anay, com uma superfície de 35.207 hectares, e a terceira é a ilhota Metalqui de 50 hectares. Desde a zona sul pode ser feito um belo trekking de três horas pela praia Anay.

Conhecer a Mitologia: bruxos, sereias, barcos fantasmas e outros seres parecem muito reais na ilha de Chiloé. Sua rica tradição de mitos e lendas se expressa em imagens vivas que muitos dizem ter visto ou vivenciado. Entre as figuras principais se destacam:
 
- Pincoya: é uma fêmea de beleza extraordinária, sensual, de longa e abundante cabeleira que cobre suas costas. A lenda diz que quando ela dança olhando para o mar, pressagia abundância de peixes e frutos do mar porque ao finalizar sua dança irá semeando frutos do mar pelas praias e encherá de peixes os canais. Se, pelo contrário, dança de costas para o mar, haverá escassez de peixes e frutos do mar, segundo a crença tradicional.
 - Trauco: Talvez seja o mais famoso de todos os mitos da ilha. O Trauco mora no meio das florestas e seu tamanho não supera os 90 centímetros. Apesar de ser um anão, tem muita força e leva um machado de pedra que utiliza para derrubar árvores. Com seu sopro pode torcer a boca dos homens ou condená-los a morrer num curto prazo. Nas mulheres, desperta uma grande atração e faz com que se entreguem a ele; se elas tentarem se opor, provoca nelas sonhos eróticos até que caem rendidas nos seus braços. Esse mito costuma ser a desculpa que dão algumas solteiras para justificar sua gravidez.
- O Caleuche: é um barco fantasma utilizado pelos bruxos, que navega de noite, tanto na superfície como debaixo do mar, a altas velocidades e bastante iluminado. Há festas e danças a bordo que com o seu barulho e música atraem os navegantes que deambulam pelas ilhas, até torná-los escravos a seu serviço.
O navio tem a qualidade de que, quando é perseguido pode se transformar em rocha, tronco de árvore ou simplesmente em alga para passar despercebido evitando ser capturado. O castigo para os que veem o Caleuche é deixá-los com suas bocas tortas, seus rostos virados para as costas ou então provocar suas mortes repentinamente.
- Imbunche: chamado também Machucho (O astuto) da caverna, é um monstro humano que caminha em três patas, seu rosto está virado para trás e a perna direita está colada na sua espinha,  devido à ação dos bruxos.
 - Camahueto: tem a forma de um bezerro de pelagem cinza curta e brilhante, com um chifre no meio da testa. Mora nos rios, lagoas pantanosas até que se torna adulto, aos vinte e cinco anos. Depois emigra ao mar destruindo tudo o que encontra no seu caminho. Com a raspadura do chifre do Camahueto, as machis (xamã mapuche ou huilliche) preparam poções para curar diversas doenças, como também devolver o vigor e a potência sexual aos homens.

Visitar as Igrejas Chilotas: dentro das principais características de Chiloé, está o estilo de sua construção. A carpintaria é um referente obrigatório da alma da ilha que se pode descobrir nas enormes igrejas espalhadas por todos os povoado há mais de 200 anos.
Em dezembro de 2000, a Unesco outorgou a qualidade de Patrimônio da Humanidade a 16 igrejas distribuídas no Arquipélago de Chiloé, reconhecendo o valor universal que representam esses monumentos construídos em madeira.
As 16 igrejas são: Achao, Aldachildo, Caguach, Castro, Chelín, Chonchi, Colo, Dalcahue, Detif, Ichuac, Nercón, Quinchao, Rilán, San Juan, Tenaún e Vilupulli.

Caiaque pelos Canais: o caiaque, os remos, os saiotes e os salva-vidas são elementos necessários para viver Chiloé desde o mar, por algum dos seus intricados e tranquilos canais além das belas paisagens da ilha.
Pode-se observar os trabalhos pesqueiros e a variada avifauna marinha, cisnes-de-pescoço-preto, mergulhões-de-orelha-branca, três variedades de gaivotas, ostreiros, algumas vezes flamingos, dentre outras espécies. Além disso, pode-se chegar até os povoados mais afastados, dentre os quais se destacam Mechuque, Añihué e os do arquipélago das Chauques. Dalcahue é um dos principais centros de caiaque em Chiloé.

Comer um Curanto: nenhum visitante pode escapar da gastronomia chilota. Preparações centenárias que foram desenvolvidas e transmitidas de geração a geração, continuam sendo um grande foco de atenção para os visitantes e para os apreciadores dos frutos do mar.
Dentre todos os pratos de Chiloé, o mais famoso é o Curanto al Hoyo (Curanto no buraco), mistura de campo e mar, que é preparado no chão e tem um sabor delicioso. Primeiro, se faz um buraco no chão, de mais ou menos um metro de diâmetro, com uma profundidade de meio metro aproximadamente. Neste buraco se coloca lenha e carvão sobre pedras de tamanho médio. Acendem o fogo para que as pedras se esquentem até ficarem quase vermelhas; depois retiram a lenha já carbonizada e os resíduos do carvão.
Então, coloca-se capas de picorocos (um crustáceo chileno), mexilhões grandes e pequenos e tacas, cobertas com folhas de pangue. Depois acrescentam batatas com casca bem lavadas e cobertas com novas folhas de pangue. Por cima disso tudo se colocam as lingüiças, a carne de porco defumado, de cordeiro e de frango se quiser. Sobre outra capa de folhas vão os milcaos e chapaleles para tapar definitivamente o curanto com mais folhas de pangue e tepes ou pequenas porções de grama. Após quase uma hora de cocção, os comensais podem desfrutar dos sabores misturados da autêntica gastronomia chilota, acompanhada de chicha de maçã. Delicioso. Impossível não desfrutá-lo.

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