Caminhada nas Torres del Paine, uma experiência para toda a vida

Milhares de mochileiros chegam todos os anos. Ser humano e natureza patagônica se unem de forma intensa e profunda.

miércoles, 01 de febrero de 2012 Categoría: DestinosTop
Trekking en Torres del Paine Trekking; Torres del Paine (Photo:Turismo Chile)

Condores, pumas, huemules e raposas, junto com carcarás, guanacos e centenas de aves, além de quatro ecossistemas e o granito dos picos da cordilheira. Declarado Parque Nacional em 1959 e Reserva da Biosfera em 1979, a biodiversidade no interior do Parque nacional Torres del Paine é notável.

Também é impressionante observar quedas de água, lagos multicoloridos, rios caudalosos, glaciais e o imponente Campos de Hielo Sur. São 242.242 hectares protegidos.

Apesar de ser possível realizar vários trajetos de carro dentro do parque, nada se compara com a possibilidade de caminhar na escarpada geografia durante dias. Com uma série de campings devidamente habilitados, alguns com refúgio, todos com banho e venda de comestíveis, é possível se internar na natureza deste lugar localizado a 115 km ao noroeste de Puerto Natales (link à cidade) e que se tornou a isca principal do trekking a nível nacional e um grande objeto de desejo internacional.

Aqui, neste longínquo lugar chegam mais de cem mil pessoas ao ano, devido a seus impecáveis cenários naturais onde é possível ver desde fauna nativa em plena liberdade a impressionantes glaciais como Campos de Hielo Sur, um verdadeiro mar gélido que se estende em uma grande parte da área protegida por Conaf. Na Portaria de Laguna Amarga, aonde chega a maioria dos transportes que unem Natales com o Parque, começam duas das trilhas mais apreciadas: a W e a circuito Grande.

W: Com dificuldade média e uma caminhada de 4 a 5 horas por dia, une a zona da Hospedaria Las Torres com o Refúgio do Lago Grey em três ou quatro dias. A viagem inclui lugares notáveis como o mirante de Las Torres e o acampamento italiano com subida ao Valle del Francés. A vista daqui chega até a cordilheira do Paine e o lago Grey, com centenas de pedaços de gelo provenientes das paredes glaciais que limitam com a bacia lacustre. É um trekking rápido e com grande fluxo de pessoas circulando pelas trilhas.

Grande: São necessários pelo menos sete dias para completar este circuito. Além de passar por lugares já enunciados na W, adiciona como grandes atrações, as zonas de Serón, o refúgio Dickson com belas vistas panorâmicas de lagos e glaciais que descem dos morros nevados, e a famosa passagem John Gardner. Este último lugar é a parte mais difícil de toda a caminhada, já que há que subir quase mil metros de desnível de morena, mas o esforço vale à pena. Da ladeira, antes de começar a descida, é possível ter uma das vistas panorâmicas mais poderosas do Chile: Campos de Hielo Sur que se estende totalmente frente ao olhar do visitante. O grande prêmio para quem se aventura neste trekking são as fendas azuis que demarcam as separações entre os gelos.

Ambos os circuitos devem ser realizados com todos os implementos necessários para uma longa caminhada no meio da natureza.  Caixa de primeiros socorros, bloqueadores solares, sapatos que não se rompam facilmente e roupa contra o frio ou a água. O resto é respeitar as regras do parque e desfrutar do magnífico cenário da cordilheira local e suas clássicas montanhas como as Torres, três elevações de granito ou os Cuernos del Paine.

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