Cabo de Hornos, onde termina o continente

O sul do sul. O ponto mais remoto da América. Mais além, somente o oceano, a Antártida, o fim do mundo.

lunes, 09 de agosto de 2010 Categoría: DestinosTop
Cabo de Hornos Cabo de Hornos (Photo:Jorge López)

É um lugar chave na história da navegação desde a sua descoberta, em 1616, por parte de uma expedição holandesa liderada por Willem Schouten e Jacob Le Maire que procurava uma rota alternativa para unir os oceanos Atlântico e Pacífico. Eles chamaram este lugar de Kaap Hoorn, devido à cidade holandesa de Hoorn, onde nasceu Schouten. O cabo da ilha Hornos, planalto de 425 m de altura, tornou-se o ícone dos navegantes que ainda hoje se enfrentam a fortes ventos violentos e a ondas gigantescas constantes no setor.

Não somente é símbolo de perícia marinheira, como também um tesouro natural e cultural em meio de paragens de destacada beleza. Caracteriza-se pela presença da formação vegetal de turberas (tipo de várzea) e pelo frio deserto de Cabo de Hornos, associado ao cisne coscoroba, condor e lile.

É um importante centro de aninhamento do pinguim de Magalhães e do pinguim Antártico. Parque Nacional desde 1945 e Reserva Mundial da Biosfera desde 2005.

Quando os barcos de turismo se aproximam ao desembarque no Cabo, o vento sopra vigoroso e as possibilidades de descer dependem totalmente da benevolência do clima.

Há uma longa escada que leva ao cume da ilha, onde passarelas de madeira avançam sobre a turba, espécie de pântano patagônico, para chegar aos três pontos importantes do lugar: as casas das famílias de oficiais residentes, que carimbam os passaportes; o farol monumental, uma foto obrigatória; e a escultura do albatroz, criação de José Balcells, que coroa a vertente sul da ilha e seus enormes precipícios.

É um dos lugares onde realmente se pode sentir o poder da natureza.

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