Revista Nature

Astrônomos da Universidade de Chile revelam mistério de supernovas

A prestigiada publicação científica incluiu em sua última edição um trabalho que aclara importantes dúvidas a respeito das explosões estelares e a sua eficácia para medir distâncias.

jueves, 23 de septiembre de 2010  
Astrónomos de la Universidad de Chile revelan misterio de supernovas Para llegar a estos resultados, los investigadores usaron mediciones de velocidades de 20 supernovas

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Um estudo
que responde importantes perguntas sobre as supernovas, colossais explosões de estrelas cujos espetaculares destelhos luminosos servem para determinar distâncias, foi publicado na última edição da revista Nature por um grupo de expertos conformado por Mario Hamuy e Gastón Folatelli, do Departamento de Astronomia da Universidade de Chile e do Núcleo Milênio de Estudos de Supernovas (MCSS).

As características destes verdadeiros "faróis cósmicos" são muito especiais, pois também se propagam com grande rapidez produto das detonações. E são, precisamente, estas velocidades de expansão as que mostram comportamentos  diferentes uma coisa que tem levado os especialistas a se perguntarem por décadas se as supernovas são realmente confiáveis para determinar distâncias.

O trabalho de Hamuy e Folatelli demonstra que as explosões das supernovas do tipo Ia não são perfeitamente simétricas e que as diferenças nas velocidades observadas se devem à direção da observação, que varia aleatoriamente (ao azar) de supernova a supernova. Desta forma, finalmente se aclara a origem da diversidade nas velocidades de este tipo de supernovas.

As conclusões deste estudo realizado também por cientistas assentados em  lugares tão distintos como Japão, Alemanha, Estados Unidos ou Itália, é uma excelente notícia para os astrônomos, já que o efeito do  ângulo de visão se anula quando se conta com um conjunto grande de supernovas. Portanto, desaparece a preocupação de usar as supernovas de tipo Ia para medir as distâncias.

Para chegar a estes resultados, os pesquisadores usaram medições de velocidades (a partir dos espectros) de 20 supernovas, tomadas quando o objeto estava perto do máximo de brilho e entre seis meses e um ano depois. Os dados incluem supernovas que apareceram nos últimos 25 anos, segundo explicou o Departamento de Astronomia da Universidade de Chile.

"Nossas observações com telescópios de nível mundial presentes no norte do Chile, como o Gemini de oito metros, além dos telescópios dos observatórios Las Campanas e La Silla, foram essenciais para esta descoberta ", destacou Mario Hamuy.

O norte do Chile se caracteriza por ter os céus mais limpos de todo o planeta, com umas 320 noites claras ao ano, característica que o transformou em um polo de desenvolvimento em matéria astronômica, com a instalação dos maiores e mais modernos observatórios do mundo.

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