Preparação de alto nível

Chile se destaca como um dos melhores destinos mundiais para estudar enologia

A forte relação entre enologia e vitivinicultura é uma das grandes apostas que marcam a diferença entre os programas no Chile e os que são oferecidos na Europa e nos Estados Unidos.

jueves, 23 de septiembre de 2010  
Chile destaca como uno de los mejores destinos mundiales para estudiar enología En Chile, el estudio de la enología pone también especial énfasis en el tema vitivinícola

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Apesar da crise econômica mundial, a indústria chilena do vinho gozou de boa saúde em 2009, totalizando exportações por US$ 1,391 bilhão, tendo como destinos principais o Reino Unido, os Estados Unidos e o Brasil.

O sucesso dos mostos do país sul-americano não é produto somente da rica variedade de climas e da qualidade das uvas chilenas. De nada serviria contar com a matéria- prima se por trás não existisse um recurso humano altamente capacitado, formado nas próprias universidades chilenas e que torna possível que o vinho seja um produto exportável de primeiro nível.

Esta realidade converte o país sul-americano não somente em um excelente lugar para o desenvolvimento da enologia, como também em um destino para se levar em conta por parte dos profissionais que desejem se especializar nesta matéria. Quem opte pelo Chile não terá nenhum inconveniente para trabalhar na indústria do vinho e qualquer lugar do mundo, já que a preparação acadêmica apresenta vantagens que a situam inclusive em um nível superior, em comparação com os outros países que participam no mercado do vinho.

Em primeiro lugar, para ser enólogo no Chile há que possuir um diploma universitário, geralmente de engenheiro agrônomo, apesar de que também podem se especializar biólogos, engenheiros em alimentos, bioquímicos e, inclusive em alguns casos, engenheiros civis.

"Para ser enólogo no Chile deve ter estudos superiores e, portanto, há um aprofundamento bastante importante nos aspectos vinícolas e enológicos com respeito à produção do vinho", explica o doutor Alvaro Peña, acadêmico encarregado do Mestrado em Enologia e Vitivinicultura da Universidade de Chile, uma das mais prestigiadas da América Latina.

O programa, acrescenta, tem outra diferença a favor, em comparação com cátedras de primeiro nível dadas na Califórnia,  nos Estados Unidos, Adelaide na Austrália, Montpellier ou Bordeaux na França, e Tarragona e Madri, na Espanha.

"Em contraste com estes países, colocamos um ênfase especial no tema vitivinícola, que hoje é fundamental. Sem uma boa matéria-prima e sem um bom trabalho no campo é impossível fazer bons vinhos", detalha o doutor Peña.

A espanhola Noelia Orts, Licenciada em Enologia da Universidade Politécnica de Valencia, confirma esta realidade. Há percorrido o mundo e trabalhado em diferentes vinícolas. Chegou ao Chile para trabalhar na sua área, pensando em permanecer uns três ou quatro meses, mas depois de inteirada da existência do mestrado da Universidade de Chile e após comprovar pessoalmente da qualidade dos enólogos chilenos, decidiu cursar o programa que dura pelo menos um ano e meio. 

"Ao trabalhar em uma vinícola chilena, conversar com seu enólogo e com outros agrônomos da Universidade de Chile vi o alto nível de conhecimento que tinham. A visita a adegas com grandes investimentos em tecnologia e vinhedos de uma saúde invejável, confirmou a minha percepção de que a visão chilena é muito diferente à europeia”, relata.

A forte relação entre vitivinicultura e enologia, que menciona o doutor Peña como um dos pilares do mestrado, também é destacada pela espanhola.  "Não se apresentam como dois mundos paralelos senão como um todo, coisa que se esquece na Europa. Talvez seja porque no Chile para ser enólogo primeiro tem que estudar agronomia, enquanto que na Espanha pode ser agrônomo, licenciado em químicas ou farmácia. Para fazer um grande vinho se necessita uma excelente uva", sublinha.

Enólogos de nível mundial

Estudar enologia  no Chile não somente permitirá aprender conceitos diferentes aos que se utilizam em outros lugares do mundo, à exceção da Nova Zelândia, país que tem uma forma de trabalho similar à chilena.

A preparação e a experiência que a realidade chilena oferece permite também um excelente desempenho, inclusive nos mais elevados padrões internacionais. Durante a sua preparação, os enólogos da Universidade de Chile costumam realizar vindimas no estrangeiro, onde põem à prova sua preparação.

"Nossos formados percorrem todos os continentes. Estamos falando de Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Europa, Estados Unidos e Europa do Leste, onde são muito valorizados profissionalmente. Sentem que o que aprenderam no Chile é de primeiro nível ou inclusive superior ao que aprendem seus pares estrangeiros", destaca o doutor Peña.

Uma visão similar é o que expõe Orts, que acredita que os profissionais chilenos não têm nada a invejar dos enólogos formados fora do país. "São pessoas que viajaram muito e trabalharam em outros países. A qualidade também se percebe nos professores, pois se pode perceber que não é só um trabalho, senão que uma paixão e esta é contagiante”, conclui.

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