Balanço alfandegário

Durante 2010 o intercâmbio comercial do Chile aumentou 32%

Os envios nacionais para o resto do mundo cresceram 28% na temporada passada, em grande medida graças ao auge das exportações da indústria da mineração.

martes, 25 de enero de 2011  
Los envíos de productos de la minería representaron el 63% de las exportaciones del país en 2010. (Gentileza Codelco)

O comércio exterior do Chile com o mundo experimentou um crescimento de 32% durante 2010, ao contabilizar aproximadamente US$ 122 bilhões, graças ao aumento das exportações (28%) e das importações (36%), informou o Serviço Nacional de Aduanas.

O determinante neste resultado foi a expansão que mostrou o intercâmbio comercial com Brasil, Estados Unidos, Itália, Bélgica, Holanda, Suécia, China, Japão e Coreia do Sul, sendo que a maioria destes assinou acordos comerciais com o Chile.

Em 2010, o montante das exportações chilenas para o mundo totalizou US$ 68,4 bilhões e cresceu 28%, o que se explicou principalmente pelo aumento do montante dos embarques da indústria da mineração que cresceram 38%, ao anotar US$ 11,8 bilhões adicionais.

Os envios de produtos da mineração representaram 63% das exportações do país, com embarques de US$ 43 bilhões. A mineração do cobre, considerando o cobre refinado em bruto, o semi-refinado e os minerais concentrados, totalizou US$ 38,2 bilhões, 40% a mais que o montante anotado em 2009.

As exportações de produtos não-mineiros representaram 37% do montante total exportado em 2010 e alcançaram US$ 25,3 bilhões, equivalente a um crescimento de 14%, com respeito ao ano anterior. Dentro deste grupo de produtos, as exportações de manufaturas do cobre foram as que mais incidiram neste total.

A contribuição do setor frutícola ao crescimento das exportações não- mineiras do ano foi de 2,1%, com exportações que chegaram a US$ 3.9 bilhões, equivalente a um crescimento de 14%. As maçãs frescas foram o produto de maior incidência do setor, na frente de uvas, arandos, mirtilos e de outros do gênero vaccinium (65%).

Um outro setor de importante participação nas exportações chilenas foi a celulosa, cujo embarque contribuiu 1,9 pontos ao crescimento das exportações não-mineiras do ano. O montante dos envios de celulosa chegou a US$ 2,5 bilhões, ao contribuir com US$ 413 milhões a mais às exportações não-mineiras de 2010.

As madeiras e seus derivados contribuíram 1,4 pontos percentuais ao crescimento das exportações não-mineiras do ano, acumulando envios por US$ 1,8 bilhão, US$ 313 milhões a mais que no ano de 2009.

Continuando a ordem de incidência apareceu o setor de refrigerantes e bebidas alcoólicas, que acumulou envios por US$ 1,6 bilhão, equivalentes a 6% do valor das exportações não-mineiras. O Reino Unido e os Estados Unidos foram os principais mercados de destino dos vinhos com denominação de origem, enquanto que 38% do montante embarcado dos sem denominação de origem teve como destino os Estados Unidos e a China.


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