Balanço oficial

Chile, perto de normalizar infraestrutura após um ano do terremoto

Segundo as estimativas do Presidente Piñera as edificações públicas e sanitárias estão praticamente reparadas ou totalmente refeitas.

miércoles, 23 de febrero de 2011  

O Chile recuperou ou refez 99,1% da infraestrutura pública e sanitária afetada pelo terremoto de 8,8 graus ocorrido em 2010 no dia 27 de fevereiro, de acordo à afirmação do Presidente Sebastián Piñera durante um encontro com correspondentes estrangeiros acreditados no país.

O relatório apresentado pelo mandatário indicou que o sismo, o quinto mais potente jamais registrado, danificou 1.554 quilômetros de caminhos, 212 pontes, nove aeroportos e aeródromos, 28 aldeias de pescadores, 748 sistemas de água potável e 73 hospitais, além de 75% da rede sanitária nacional.

Segundo uma nota da agência EFE, a pouco menos de um ano da tragédia, 4.250 camas já foram recuperadas, 90% do equipamento médico e industrial está operativo, 14 dos 19 hospitais de emergência já foram retirados e 94% dos 17 hospitais que ficaram inutilizados já se encontram operativos.

O movimento telúrico afetou 12,8 milhões de habitantes, ao longo de 630 quilômetros de norte a sul e onde moram 75% da população do país. Além disso, causou danos por US$ 30 bilhões, ao redor de 18% do produto interno bruto (PIB).

O Presidente Piñera apresentou um documento onde colocou a situação em cifras sendo 220 mil as vivendas severamente danificadas ou destruídas, circunstância que as autoridades têm tentado atenuar com a entrega de 120 mil subsídios habitacionais em 2010 e 100 mil adicionais durante o ano em curso.

O governante destacou também que após 45 dias da catástrofe, que deixou um saldo de 524 falecidos e 31 desaparecidos, todos os escolares do país já haviam começado suas aulas apesar dos prejuízos registrados em 3.700 estabelecimentos, que acolhem 1,25 milhão de alunos.

Em declarações reproduzidas pela agência AFP, Piñera, quem colocou o final do seu mandato – março de 2014 -como prazo final para culminar a reconstrução, enfatizou que “apesar do terremoto, em 2010 a economia chilena cresceu 5,2%, criou 428 mil novos empregos e recuperou os seus níveis de investimento”.


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