Melhor registro em 16 anos

No primeiro trimestre a economia chilena teve um recorde de crescimento

Apesar de haver incidido a pobre base de comparação devido ao terremoto, o aumento na demanda e o investimento equilibraram a balança.

miércoles, 01 de junio de 2011 Categoría: Negócios

No primeiro trimestre de 2011 a economia chilena experimentou seu maior crescimento em 16 anos, ao se expandir 9,8%, de acordo aos antecedentes proporcionados pelo Banco Central do Chile.

Neste resultado, o que influenciou foi a baixa base de comparação registrada após o terremoto de 27 de fevereiro de 2010. No entanto, vários especialistas coincidiram em que existiu um crescimento real impulsionado pela demanda interna, e que pôde registrar uma alta de 14,6%.

"Um pouco mais além do terremoto -que afetou principalmente a indústria-, o que está liderando o crescimento é o consumo privado", declarou ao jornal La Tercera o economista do Santander GBM, Juan Pablo Castro, sobre o item que avançou 12,6% anual e foi o algarismo mais alto apresentado em 19 anos.

Já, o investimento -expressado na formação bruta de capital fixo- cresceu 19,3%, destacando o aporte do gasto em maquinaria e equipamentos, segundo destacou a reportagem de El Mercurio.

Com respeito aos temores sobre um eventual superaquecimento da atividade na região, que foi exposto por organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o economista chefe do banco BCI, Jorge Selaive, foi cauteloso.

"Estamos com uma expansão da demanda interna bastante potente e rápida impulsionada pelo consumo, mas o nosso cenário base é uma desaceleração da demanda já no segundo semestre, fechando o ano com uma expansão de 7,8% e um crescimento centrado em 6,5%", afirmou a esse jornal matutino.

Consultado especificamente sobre possíveis pressões inflacionárias devido, entre outros fatores, ao aumento do consumo de bens duráveis (37,3%) e não duráveis (12,2%), o analista do BBVA Alejandro Puente recordou para La Tercera que a taxa de juros segue baixa, o emprego tem aumentado e o tipo de câmbio continua baixo.

Este jornal com sede em Santiago afirmou que os economistas advertem que esta tendência deve desacelerar. "O Banco Central está subindo as taxas e isso deveria tender a moderar o consumo", acrescentou Puente.

Para ter acesso a Contas Nacionais do Chile. Evolução da atividade econômica no primeiro trimestre de 2011

Imagens gentileza Pedro Peanno


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