Destaque em The New York Times

Diagrama de físico chileno explica e faz uma projeção da economia mundial

O esquema do atual professor assistente do MIT, César Hidalgo, aborda estruturas e complexidades dos países.

lunes, 13 de junio de 2011  

Desde que saiu da sua casa em Santiago para fazer um doutorado na Universidade de Notre Dame, o físico chileno César Hidalgo tem dado a sua contribuição para algumas das mais prestigiadas instituições de pesquisas do mundo, como Harvard e, mais recentemente, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Recentemente,  The New York Times abordou em suas páginas os inovadores diagramas desenvolvidos por este cientista que procuram desentranhar a complexa trama da economia mundial um pouco mais além da riqueza, incluindo estruturas e sofisticação econômica, e ao qual descreveu como “um novo enfoque para um dos mais importantes problemas do século passado que ainda está sem resolver: como tornar rico um país pobre”.

O método criado em conjunto com o economista de Harvard Ricardo Hausmann –mapas com nodos de cores- poderia proporcionar uma “compreensão do processo de desenvolvimento econômico que ajuda a verificar se o comércio de serviços vai substituir o de manufaturas ou se as autoridades devem estimular a biotecnologia ou as energias renováveis”.

Entre outras coisas, propõem pensar na coleção de capacidades, as quais se podem combinar de diferentes maneiras como um quebra-cabeça para produzir diferentes produtos. O varejista de Internet, por exemplo, não pode funcionar sem algum tipo de rede de pagamento. Também precisa de um sistema que contenha endereços postais e um correio confiável.

Baseando-se no mesmo esquema, The New York Times acrescentou que as economias que exportam muitos produtos têm maiores probabilidades de serem sofisticadas e os produtos exportados por essas economias sofisticadas têm mais probabilidades de serem complexos.

A sofisticação e a riqueza nem sempre andam juntas. A China e a Índia são países mais complexos que as suas próprias rendas sugerem, enquanto a economia da Líbia é bem mais rica do que se poderia esperar, mas também mais simples. Quando as economias são tão sofisticadas quanto pobres, quase sempre têm o potencial de crescimento rápido”, acrescentou.

“Estes mapas de produtos levam a uma conclusão incômoda sobre o desenvolvimento econômico: apontam ao difícil e complexo que pode ser para as autoridades estimularem novos setores, ao mesmo tempo em que demonstra que existem indústrias emergentes que lutam para seguir em frente sem ajuda”, concluiu este meio de comunicação norte-americano.

Com estudos prévios de Física na Universidade Católica de Chile, Hidalgo chegou em 2004 ao Centro de Pesquisa de Redes Complexas de Notre Dame, onde completou a sua tese de pós-graduação. Posteriormente, trabalhou como pesquisador no Centro para o Desenvolvimento Internacional de Harvard e como professor adjunto em Políticas Públicas. Atualmente, é professor assistente em Artes e Ciências dos Meios de Comunicação no MIT.

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