Provas de laboratório

Cientistas chilenos conseguem deter o avanço do mal de Parkinson

Trabalho de equipe da Universidade do Chile com vírus inócuo e geneticamente modificado funciona com sucesso nos ratos.

miércoles, 21 de septiembre de 2011  
Científicos chilenos logran detener avance del mal de Parkinson

Graças a uma terapia de transferência genética provada nos ratos de laboratório, cientistas do Centro de Estudos Moleculares da Célula (CEMC) da Universidade de Chile conseguiram deter o avanço do mal de Parkinson, o transtorno neurodegenerativo mais comum no mundo depois do Alzheimer.

O grupo liderado por Claudio Hetz, doutor em Ciências Biomédicas e professor da Universidade de Harvard foi financiado pelo ator Michael J. Fox, que após ter sido diagnosticado com esta doença –que fundamentalmente causa perturbações no sistema motor- tem apoiado diversas pesquisas médicas.

Isso saiu publicado no jornal La Tercera, detalhando também que o tratamento consiste na introdução no cérebro de um vírus inócuo e geneticamente modificado que consegue ativar um mecanismo de proteção entre os neurônios encarregados de controlar o movimento corporal.

“Quando injetamos este gene, de alguma forma reprogramamos o genoma do neurônio para que possa resistir a esta alteração das proteínas que se observa no parkinson e em outras doenças como estas", afirmou Hetz ao jornal matutino de Santiago.

“Na maioria das doenças neurodegenerativas, as proteínas sofrem danos formando amilóides, bastante tóxicos para os neurônios, que morrem ou não funcionam bem”, acrescentou a respeito do trabalho que o CEMC desenvolve há três anos com o objetivo de encontrar a falha molecular que origina o Parkinson.

Os cientistas esperam publicar seus resultados antes de terminar 2011, patentear a terapia e buscar uma companhia farmacêutica interessada em iniciar os estudos clínicos em seres humanos, informou o meio de comunicação.

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