Segundo índice do WEF
Economia chilena continua como a mais competitiva da América Latina
Nação austral foi a 31º no ranking de 142 países, que destacou a Suíça, Singapura, Suécia, Finlândia e os Estados Unidos entre os primeiros.
miércoles, 28 de septiembre de 2011
El WEF indicó que el "mayor desafío" de Chile para la próxima década será mejorar el ámbito educacional.
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A economia do Chile conservou a sua liderança na América Latina e no Caribe no último Relatório de Competitividade Global 2011-2012, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF).
Apesar de melhorar levemente a sua qualificação absoluta, a nação sul-americana caiu para o 31º lugar, somente um posto a menos com respeito à medição anterior, graças ao seu “sólido marco institucional e ao alto nível de confiança no Estado de direito”.
O WEF acrescentou que elementos como a transparência na administração do poder e a política fiscal anticíclica criaram “bases sólidas” para um crescimento constante desde o princípio dos anos 90, que originou uma das mais altas rendas per capita da região.
Também destacou que a abertura e a liberalização do mercado, a adoção de altos padrões de competitividade, o mercado trabalhista relativamente flexível e um dos mais “sofisticados e eficientes” sistemas financeiros também ajudaram o país a manter as suas perspectivas de crescimento no longo prazo.
Como aspectos que o Chile tem a melhorar, o organismo citou o investimento em pesquisa e desenvolvimento, na sua capacidade de inovação, na qualidade de suas instituições de pesquisa científica e no seu sistema educativo.
O WEF acrescentou que o “maior desafio” do Chile para a próxima década será melhorar a esfera educacional –principalmente nas áreas de matemática e de ciências dos níveis primários-, a fim de gerar, transferir e empregar tais conhecimentos.
Na América Latina e Caribe, o Chile é seguido por Porto Rico (35º), Barbados (42) e Panamá (49º), que são as únicas quatro nações da região localizadas entre as primeiras 50 do ranking. Já os gigantes Brasil e México melhoraram sua competitividade ao aparecerem em 53º e 58º lugares, respectivamente.
“Os países da região deverão centralizar-se cada vez mais em abordar o desafio da inovação à medida que suas economias continuam crescendo e avançam a maiores quotas de desenvolvimento”, explicou o WEF.
O relatório global colocou a Suíça no primeiro lugar, enquanto Singapura ganhou da Suécia ficando em segundo e esta última apareceu no terceiro lugar. Mais atrás figuraram Finlândia, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Japão e Reino Unido.
“Depois de vários anos difíceis, observa-se uma recuperação incipiente da crise econômica, apesar de esta recuperação ter se distribuído de maneira bastante desigual: grande parte do mundo em desenvolvimento ainda apresenta um crescimento relativamente importante, mesmo com o risco de superaquecimento. Já as economias mais avançadas continuam experimentando uma lenta recuperação, desemprego persistente e vulnerabilidade financeira, sem perspectivas claras de melhora”, comentou a instituição.
“Mais do que nunca, a complexidade do ambiente econômico global atual tem dado importância a reconhecer e alentar os aspectos qualitativos e quantitativos do crescimento, e a integrar conceitos como inclusão e sustentabilidade ambiental para oferecer uma perspectiva mais completa do que se necessita e do que funciona”.
O índice apresenta 12 categorias que proporcionam um panorama integral das perspectivas de competitividade de um país. O ranking é calculado a partir dos dados disponíveis ao público e de uma pesquisa anual, à qual se submeteram mais de 14 mil líderes empresariais em 2011.