Un techo para mi país

ONG solidária chilena ganha prêmio de direitos humanos Rey de España

Criada em 1997, a entidade se expandiu há uma década pela América Latina com soluções habitacionais e oportunidades sociais. 

lunes, 10 de octubre de 2011  
ONG solidaria chilena Un techo para mi país gana premio de derechos humanos Rey de España El concepto creado por Un techo para Chile ha beneficiado a 80 mil familias y movilizado más de 420 mil voluntarios en 19 naciones.

Por seu “importante trabalho na luta contra a pobreza” e pelo “novo formato de solidariedade ativa onde os jovens são os verdadeiros atores sociais”, a ONG chilena Un techo para mi país (Um teto para meu país) recebeu o prêmio de direitos humanos Rey de España.

Nesta quarta versão do concurso bianual, a casa monárquica reconheceu a contribuição do organismo nascido em Santiago em 1997 “envolvendo a sociedade em seu conjunto na tarefa de construir uma Ibero-américa mais solidária, justa e sem exclusão”.

Também destacou a facilitação de uma “moradia digna e o acesso a oportunidades que permitam melhorar a qualidade de vida” de famílias que vivem em situação de pobreza em 19 nações da região, bem como o seu “louvável trabalho no Haiti” após o terremoto de janeiro de 2010, com a edificação de 10 mil lares.

Un techo para mi país já construiu mais de 70 mil moradias de emergência com a participação de 250 mil jovens voluntários em conjunto com a população que se encontra em situação de vulnerabilidade.

O presidente de Un techo para Chile, o sacerdote católico Cristián del Campo, acrescentou que o organismo desempenha o seu trabalho a “partir da catástrofe constante que envolve mais de 80 milhões de pessoas que sobrevivem com menos de um dólar por dia na América Latina”.

“A experiência do nosso trabalho em terreno tem nos tornado testemunhas das violações aos direitos humanos e da falta de oportunidades que ocorrem todos os dias no continente latino-americano, à vista e paciência de todos nós”, complementou o diretor social da entidade, Maximiliano Pérez.

O concurso, convocado pelo Defensor do Povo e pela Universidade de Alcalá, estimula os organismos concentrados em “ defender, promover e realizar ações em prol dos direitos humanos e dos valores democráticos, ou que tenham impulsionado a pesquisa ou a colocação em prática de programas dirigidos a promover estes valores”.

Nesta quarta edição, concorreram ao prêmio de 30 mil euros 58 candidaturas procedentes de Argentina, Chile, Peru, Bolívia, México, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Brasil, Honduras, Portugal, Espanha, República Dominicana, Uruguai, Cuba, Panamá, Paraguai e Costa Rica.

Imagens: cortesia Un techo para Chile

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