Jornal espanhol El País

Reconhecem a influência histórica das chilenas Gabriela Mistral e Michelle Bachelet

Pesquisa do suplemento cultural Babelia as colocou como as mais importantes da América Latina junto com Rigoberta Menchú e Frida Kahlo.

miércoles, 26 de octubre de 2011  
Reconocen la influencia histórica de las chilenas Mistral y Bachelet Tras dejar la Presidencia, Bachelet se encargó de la naciente ONU Mujeres, la agencia que promueve la igualdad de género.

Segundo uma pesquisa realizada pelo suplemento Babelia do jornal espanhol El País, duas chilenas foram distinguidas entre as quatro mulheres mais importantes da história da América Latina no marco da segunda edição do festival cultural virtual BabeliAmérica.

A Prêmio Nobel Gabriela Mistral e a ex-Presidente Michelle Bachelet foram eleitas as mais influentes nas categorias Política e Literatura, série na qual também foi citada Isabel Allende. Já a sua conterrânea Violeta Parra ficou em destaque no segmento de Outras Artes.

Após receber 280 votos no blog Papeles Perdidos com 217 personalidades, Babelia também distinguiu a Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú (líder indígena da Guatemala) na seção Cívico-social e a pintora mexicana Frida Kahlo.

Esta iniciativa procurou “prestar uma homenagem à mulher latino- americana, além de reconhecer e reivindicar através de nomes mais conhecidos, a contribuição anônima e diária de milhares de mulheres que trabalham em silêncio pelo desenvolvimento, pela evolução e pela criação do continente desde os âmbitos familiar e privado até os público, cívico-social e cultural”.

A publicação acrescentou que as escolhidas “são mulheres de reconhecido prestígio internacional cujo trabalho está baseado na preocupação pela situação de sua gente, na reivindicação de direitos para todos, especialmente dos marginalizados nos seus diferentes setores, e cuja obra está inspirada neles”.

Entre as centenas de mulheres destacadas, houve menções a Eva Duarte viúva de Juan Domingo Perón, a Mercedes Sosa e à agrupação de avós e mães da praça de Maio- todas da Argentina- bem como para a religiosa e escritora mexicana Sor Juana Inés de la Cruz.