Cifras oficiais
O Chile fecha 2011 com marca histórica de investimento estrangeiro direto
Canadá, Japão, Espanha e Estados Unidos foram as origens predominantes dos capitais, que se concentraram na mineração e nos serviços.
martes, 10 de enero de 2012
En un reciente informe, Naciones Unidas destacó a Chile entre los 20 principales países receptores de inversión extranjera.
|
|
|
 | Loading… |
Durante 2011, o Chile recebeu um valor histórico de quase US$ 13,8 bilhões por conceito de investimento estrangeiro direto o qual se traduz em uma alta de 4% em comparação ao ano passado, informaram fontes oficiais.
“Os investidores estrangeiros valorizam as boas condições que existem no Chile para fazer negócios. O país se caracteriza por ser confiável, ter regras claras e excelentes oportunidades para receber investimentos”, destacou o vice-presidente executivo do estatal Comitê de Investimentos Estrangeiros (CIE), Matías Mori.
Acrescentou que isto tem uma relevância especial no atual cenário de instabilidade econômica internacional: “Em um mundo em que a competição para atrair investimentos estrangeiros é cada vez mais intensa, o Chile é visto pelos investidores internacionais como um destino confiável”.
Durante 2011, o CIE recebeu 88 solicitações de investimento, 42 das quais corresponderam a novas iniciativas (equivalentes a 64,2% do valor total de investimento autorizado) e 46 a aumentos de capital.
Os países que registraram o maior investimento autorizado durante 2011 foram o Canadá (com 20 projetos por US$ 8,178 bilhões), o Japão (com seis por US$ 1,599 bilhões), a Espanha (com 10 por US$ 986 milhões) e os Estados Unidos (com 22 por US$ 766 milhões).
O CIE também colocou em destaque o crescente interesse dos investidores asiáticos para fazer negócios no Chile, pois pela primeira vez três países asiáticos figuraram entre os 10 principais: Japão (11,6%), Coreia (1,6%) e China (1,5%).
“Isto é especialmente relevante, considerando que historicamente o investimento asiático tem representado somente 4,1% do total do investimento estrangeiro no Chile”, garantiu Mori.
Prevalência da mineração
A maior parte do investimento autorizado durante 2011 correspondeu à área da Mineração (29 solicitações por US$ 9,668 bilhões), de Serviços (27 por US$ 2,299 bilhões), de Eletricidade, gás e água (cinco por US$ 810 milhões) e de Transporte e comunicações (cinco por US$ 457 milhões).
Com respeito à localização destes, 56,4% se destinarão à Região de Atacama (13 solicitudes), 17,5% irão a projetos em mais de uma zona (26 solicitudes), 12,3% ficarão em Antofagasta (8 solicitudes) e 8,5% estão projetados para a Região Metropolitana de Santiago (22).
Entre as principais iniciativas autorizadas no setor da Mineração, se destacam as companhias canadenses da Minera Casale e Barrick. Neste setor também foram relevantes os pedidos das empresas asiáticas Sumitomo (Japão) no projeto Sierra Gorda; Hebei Wenfeng Industrial Group (China) na empresa de mineração San Fierro; LG International (Coreia) em Geopark; Korea Resources Corporation (Coreia); Samsung C&T Corporation (Coreia) e Sino Union Mining Investment Holding (China).
Nos Serviços, se destacaram as solicitações das espanholas Abertis Logística e Fundação BBVA, da canadense Dorel Chilean Enterprises e da peruana Graña y Montero.
Em Eletricidade, gás e água foram relevantes as australianas Pacific Hydro e Origin Energy, e também as canadenses Ontario Teachers’ Pension Plan e Quadra FNX Water Holdings e a norte-americana GGE.
No setor de Indústria, apareceram a sueca Electrolux, a francesa Danone, a argentina Quilmes e as norte-americanas Advanced Recyclin Technology, ESCO Corporation e Mosaic Fertilizantes.
Em Comunicações, foram importantes os pedidos das norte-americanas Nextel e VTR. Já em Transporte se destacaram as canadenses Brookfield Americas Infrastructure e Nova Gas Sur.
Imagem: gentileza Codelco