O Chile foi o terceiro receptor de investimento estrangeiro na América Latina em 2011

Relatório da Cepal contabilizou um crescimento de 15% nos fluxos que chegaram ao país, por um total de US$ 17,3 bilhões.

martes, 15 de mayo de 2012  
Chile fue en 2011 el tercer receptor de inversión extranjera en A. Latina

Com US$ 17,3 bilhões e um crescimento de 15%, em 2011 o Chile ficou como o terceiro destino de investimento direto (IED) da região, segundo o relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

O país recebeu US$ 2,2 bilhões a mais em fluxos com respeito a 2010, quando contabilizou US$ 15,1 bilhões, e registrou uma nova marca histórica, o qual “confirma o atrativo que tem o país para as empresas transnacionais”, explicou o documento.

O destino dos investimentos diretos se concentrou fundamentalmente no setor primário (61%), no qual predominou a mineração do cobre, bem como no de serviços (33%), onde se destacaram os serviços financeiros e a eletricidade. A indústria manufatureira  foi destino de apenas 5% do IED.

Principais negócios

Na mineração metálica foram destacadas novas operações e projetos de expansão de várias empresas transnacionais, como a australiana BHP Billiton e a norte-americana Freeport-McMoRan, detalhou a Cepal.

No setor da mineração, também foi importante a aquisição de 25% da Anglo American Sul por parte do conglomerado japonês Mitsubishi  por mais de US$ 5 bilhões, da mesma forma que a compra de 45% da Minera Quadra Chile por parte do grupo Sumitomo, por cerca de US$ 700 milhões.

“Estes casos ilustram bem o papel que vários consórcios japoneses possuem no financiamento das atividades relacionadas à mineração no Chile, garantindo o acesso aos recursos da mineração como insumo para outras atividades”, acrescentou o relatório.

No setor de serviços, a Cepal mencionou a compra de Chilquinta Energia por parte da norte-americana Sempra Energy e da Autopista Central pela canadense Alberta Investment Management Corporation (AIMCo), valorizadas em mais de US$ 700 milhões cada uma.

Desta maneira, o Chile esteve alinhado com o bom desempenho regional, que registrou o seu segundo aumento consecutivo (31%) e 10% do total mundial, com US$ 154 bilhões.

Quase a metade do total regional correspondeu ao Brasil, onde o IED cresceu 37% e alcançou os US$ 66,7 bilhões. Bem mais longe apareceu o México, com US$ 19,4 bilhões, e com expansão mais modesta, cifrada em 10%.

Da mesma forma que o Chile, a maioria dos países da América do Sul alcançaram marcas históricas, como a Colômbia (US$ 13,2 bilhões e uma subida de 92%) e o Uruguai (US$ 2,3 bilhões e um positivo 2%).

Empresas translatinas

Paralelamente, o Chile foi o país da região que realizou mais investimento direto no exterior em 2011, com US$ 11,8 bilhões, seguido do México (US$ 9,6 bilhões) e da Colômbia (US$ 8,3 bilhões).

“As principais empresas translatinas chilenas se orientaram principalmente aos setores do comércio varejista, produtos florestais e de transporte. Suas filiais continuaram bastante concentradas geograficamente na Argentina, no Brasil, na Colômbia e no Peru”, especificou.

O principal investimento de 2011 foi a construção da fábrica de celulose Montes del Plata no Uruguai, fruto de uma aliança estratégica entre a empresa chilena Arauco e a sueca Stora Enso, que implicou um desembolso próximo aos US$ 950 milhões.

“Além disso, as empresas chilenas começaram a internacionalizar-se lentamente para fora da região. Destacam-se como mostras desta tendência a aquisição da empresa de engenharia belga Magotteaux por parte de Sigdo Koppers por US$ 794 milhões; e a compra por US$ 239 milhões da Fetzer Vineyards nos Estados Unidos por parte da vitivinícola Concha y Toro”, concretizou.

Imagem: gentileza Codelco