Inovação põe o Chile na vanguarda mundial em biotecnologia mineira

Além de recuperar cobre de sucatas, o processo de biolixiviação gera um impacto meio ambiental delimitado.

martes, 03 de julio de 2012  
Innovación pone a Chile a la vanguardia mundial en biotecnología minera

Uma original fórmula põe o Chile na vanguarda mundial da biotecnologia mineira e que vai permitir extrair cobre de minerais de baixa lei com a ajuda de bactérias, graças a uma tecnologia desenvolvida no deserto do Atacama pela principal produtora do mundo do mineral, a estatal chilena Codelco.

A empresa já está operando uma planta industrial de biomassa na Região de Antofagasta através da sua filial BioSigma, que produz os micro-organismos e as soluções lixiviantes necessárias para realizar este processo pela primeira vez em escala industrial no transcurso do mês de julho.

“Este novo salto tecnológico nos permitirá tornar realidade a biolixiviação de minerais sulfurados primários de baixa lei e provar tecnologias a grande escala que não somente já funcionam em laboratório e em plantas pilotos, senão que, além disso, geram impactos muito menores sobre o meio ambiente”, explicou o gerente geral da BioSigma, Ricardo Badilla.

Após uma década de pesquisa em conjunto com JX-Nippon Mining & Metals, Co, a Codelco, na sua divisão Radomiro Tomic, processará uma pilha de ao redor de um milhão de toneladas de mineral de baixa lei, com uma lei média de cobre de 0,27%, em que o cobre contido estará principalmente na forma de calcopirita.

A partir dos resultados que a prova industrial lance em 12 meses, a BioSigma estará em uma posição privilegiada para contribuir com uma solução para a mineração do futuro, explorando recursos de baixa lei que até o momento estavam sendo desperdiçados.

O Chile, líder em aplicações de biotecnologia

Há uma década, a Codelco tomou a decisão estratégica de incorporar a biotecnologia para incrementar a sua produção de cobre. A empresa possui importantes recursos sulfurados subeconômicos com os processos convencionais, e estima-se que até 2018 já existirão significativas capacidades disponíveis de benefício de soluções de cobre (SX/EW) devido ao esgotamento das reservas de minerais oxidados. Junto com aumentar as reservas, a biolixiviação permite aumentar a produção de cobre a partir de recursos de baixa lei associados à exploração mineira.

O Chile tem uma reconhecida liderança no desenvolvimento dos conhecimentos e na aplicação industrial da tecnologia de biolixiviação de minerais. Os avanços tecnológicos mais importantes foram os de estabelecer as condições práticas para incrementar a produção assistida por micro-organismos, como mostra o fato de que cerca de 6% do cobre que o Chile produz é feito por biolixiviação a partir de minerais secundários de baixa lei, em lugares como Quebrada Blanca, Cerro Colorado, Zaldívar; e sulfuretos de baixa lei em Chuquicamata, Los Bronces e El Abra, entre outras.

O conhecimento desenvolvido na BioSigma em conjunto com a Universidade do Chile e outras instituições do exterior sobre as bases científicas do funcionamento dos micro-organismos lixiviantes -relações entre genes, funcionalidades (proteínas ou enzimas) e os metabolitos- tem levado a empresa a ter uma visão global avançada sobre os sistemas biológicos associados aos processos industriais como a biolixiviação.

O trabalho da BioSigma tem gerado mais de 120 solicitações de patentes no Chile e no exterior que se traduzem, até o momento, em 47 patentes concedidas nos principais países mineiros –como os Estados Unidos, a Austrália, o Peru e a África do Sul- sobre micro-organismos (os primeiros patenteados pela indústria da mineração em nível mundial), sistemas de produção e biomonitoramento de micro-organismos, sistemas de inoculação em pilhas e depósitos de lixo, bem como pilhas biorreatoras, entre outras inovações.


img_banner