Chilenos concebem fórmula para neutralizar dejetos tóxicos das mineradoras
Cientistas da Universidade Santa Maria conseguiram eliminar o mercúrio através de um método biológico.
jueves, 11 de octubre de 2012
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Cientistas chilenos da Universidade Técnica Federico Santa María (USM) criaram um método eficiente e amistoso com o meio ambiente para remover os dejetos mineiros altamente tóxicos de águas, solos e sedimentos.
Trata-se da utilização de micro-organismos como biocatalizadores para eliminar ou remover metais pesados, especialmente o mercúrio que é considerado o elemento mais tóxico da tabela periódica.
“O mercúrio é um elemento muito tóxico. Além disso, não cumpre uma função biológica e afeta órgãos essenciais do ser humano. Sendo, portanto, necessário eliminá-lo”, explicou o pesquisador Luis Rojas, do Centro de Nanotecnologia e Biologia de Sistemas da USM.
O conceito de remediação tem uma maneira tradicional de ser realizado: é produzido através de processos físico-químicos, como por exemplo, a extração de metais pesados a partir de resinas de troca iônica ou da utilização de ácidos para lixiviação, entre outras.
“Nós incorporamos um plasmídeo natural à bactéria modelo cupriavidus metallidurans CH34, e como este possui um complexo conjunto de genes de mercúrio que outorgam resistência aos compostos orgânicos e inorgânicos do mesmo, proporciona-lhe uma resistência que se conhece como de alto espectro”, detalhou.
O processo é realizado em biorreatores, nos quais se acrescentam as bactérias, e que possuem uma armadilha que captura o mercúrio sendo este volatilizado no processo. “Já pudemos determinar que ao ter águas contaminadas com mercúrio, ao término de umas poucas horas a remoção é praticamente total”, complementou Michael Seeger, diretor do Centro de Nanotecnologia e Biologia de Sistemas da USM.
Esta bactéria incorpora os compostos organomercuriais, separa a parte metálica da parte orgânica e reduz o mercúrio +2. Apesar de o mercúrio 0 ser volátil à temperatura ambiente, “ao ser preso na armadilha do biorreator se recupera para que não se perca no ambiente e para que as águas ou os solos fiquem livres do metal pesado”, enfatizou.
Para ambos pesquisadores, o impacto final desta tecnologia é “transformar a mineração em uma atividade sustentável e mais amigável com o meio ambiente. Apesar de ser mais econômico não contaminar que solucionar, frente à necessidade de enfrentar o problema esta técnica é econômica e eficiente e, portanto, se poderia mudar o conceito da remoção dos metais pesados”, garantiu Rojas.
Fonte de imagem e texto: site web USM