O vinho chileno
Terra e clima dão as mãos para produzir vinhos que conquistam expertos catadores e cidadãos de todo o mundo.
viernes, 23 de julio de 2010
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O vinho chileno é de exportação, é motivo de festas e de atrativas rotas turísticas. Em poucas palavras, devido à sua excelente qualidade há boas e múltiplas razões para brindar pelo vinho chileno.
Em 2008, o vinho Clos Apalta 2005, da vinha Casa Lapostolle, foi eleito o melhor do mundo pela revista especializada Wine Spectator de Estados Unidos. A indústria situou o Chile como 11° produtor e quinto exportador em nível mundial. Tal presença internacional responde a uma antiga tradição de produção. Em cada garrafa há uma cultura que fala de uma geografia, um clima, empreendimentos e pessoas que trabalham e vivem ao redor dos produtos oferecidos pela uva.
Por esse motivo, entre as festas típicas se destacam as festas da vindima, e já são tradicionais as rotas do vinho em diversas localidades do vale central. Enquanto percorrem a zona no trem do vinho, que sai de San Fernando a Santa Cruz, os turistas podem conhecer de perto os processos de produção e degustar uma grande variedade de cepas. Os melhores vinhedos do país encontram-se exatamente no vale de Colchagua. Em Coquimbo, no Atacama, no Vale Central e na zona sul também são produzidos excelentes vinhos.
Conexão francesa
Expressões como
Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot, Malbec, Sauvignon Blanc e Sèmillon caracterizam a
indústria chilena do vinho e evidencia a influência da
cultura francesa. Entre os expertos gauleses que chegaram no século XIX, destaca-se Claudio Gay, botânico e naturalista, autor do
Atlas de Gay, quem estudou a flora, fauna e a geografia e geologia do país.
Os franceses contribuíram à modernização na produção do vinho e trouxeram
cepas Cabernet Sauvignon, Cot ou Malbec, Riesling, e outras antes mencionadas. Eles promoveram o cultivo de variedades de uva francesas, o refinamento dos ensambles e as técnicas de maturação. É uma conexão francesa com resultados que os expertos e aficionados podem ver e saborear.
Junto aos melhoramentos no tratamento dos
vinhedos, incorporaram-se elementos técnicos que permitiram a
produção local de vinho espumante. Contudo, muito antes do aporte francês, os espanhóis trouxeram as primeiras
vides ao Chile, ao redor de 1550. Foram cultivadas no
Vale Central, nas proximidades de
Santiago, zona de clima mediterrâneo com as estações do ano claramente definidas.
No decorrer do tempo, a mestiçagem produtiva e a experimentação deram vida às cepas chilenas, que têm tido um singular reconhecimento devido à sua qualidade. Por exemplo, a
cepa Carménère que se extinguiu na Europa, conseguiu sobreviver no país. O investimento nas
cepas chilenas derivou na introdução de modernas tecnologias, regulamentações legais, classificações e denominações de origem que facilitaram a produção de vinhos de exportação que dão prestígio ao país.
Para mais informação sobre
vinhos visite o site da
Associação Wines of Chile.
Elaborado pela revista
Condé Nast Traveller