Plano Estratégico 2020

Chile quer ser o principal produtor de vinho do Novo Mundo

Este projeto, dirigido pela associação gremial de Vinos de Chile, colocaria o país na frente dos principais países vinícolas como os Estados Unidos, a Argentina e a Austrália e duplicaria suas vendas ao exterior, até alcançar os US$ 3 bilhões na próxima década.

martes, 04 de enero de 2011  
Viña Cono Sur en Chile. Viña Cono Sur en Chile.

O Chile aspira transformar-se no maior produtor de vinho do Novo Mundo nos próximos dez anos. Mesmo sendo o sétimo maior produtor global e o quinto maior exportador (depois da Itália, França, Espanha e Austrália), a indústria vinícola chilena se propõe manter uma taxa de crescimento anual de 9,2% durante a próxima década.

Nos escritórios da Fundación Imagen de Chile, os diretores da associação Vinos de Chile, René Merino, presidente, Eduardo Chadwick, diretor, junto com Juan Somavía, gerente geral da entidade, durante uma conferência explicaram os principais objetivos do seu Plano Estratégico 2020, que destaca o ambicioso plano de converter o país no maior produtor de vinhos do Novo Mundo.

Frente o aumento na produção e nas exportações a importantes mercados, tais como Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, além da expansão a novos mercados no estrangeiro, a meta é duplicar as vendas a US$ 3 bilhões de hoje até o ano 2020, o que implica ter um crescimento anual de 9,2% durante a próxima década.

Um fator primordial na campanha de expansão, dirigida pelo organismo de promoção Vinos de Chile, será o desenvolvimento de técnicas de cultivo sustentável e de crescimento biodinâmico entre os produtores de vinho chileno.

Para que isto seja efetivo, está sendo desenvolvido um novo programa de sustentabilidade com o objetivo de promover o aumento deste tipo de práticas com o apoio de Vinos de Chile e da tecnologia vitivinícola do grupo Vinnova e Tecnovid.

Com o seu privilegiado e variado clima, e a ausência de pragas e doenças destrutivas como a filoxera, o Chile está em uma excelente posição para ajudar a conduzir o impulso mundial em direção a métodos sustentáveis na indústria do vinho. O objetivo final, como se indica no Plano Estratégico 2020 de Vinos de Chile, é impulsionar a indústria a ser "ambientalmente viável, economicamente viável e também, viáveis em termos de responsabilidade social para a comunidade".

O principal enfoque do programa será o desenvolvimento, por parte das universidades chilenas, de um sistemático código de sustentabilidade, onde a participação mais notável tem sido a da Universidade de Talca.

Os trabalhos começaram em 2008 para elaborar um conjunto específico e transparente das diretrizes para a avaliação da sustentabilidade dos diferentes vinhedos em todo o Chile. Há três fatores que serão considerados no processo de avaliação: os processos diretamente relacionados com a vide (categoria verde), a energia, a água e a eficiência dos resíduos (categoria vermelha) e a relação com a comunidade local (categoria laranja).

Os vinhos que cumprirem com o critério estabelecido pelo código serão marcados por Vinos de Chile quando sejam exportados. Além do mais, as pesquisas realizadas pelas universidades serão publicadas na forma de um guia para as vinícolas chilenas, proporcionando um fácil acesso aos resultados da pesquisa completa por trás de cada garrafa marcada.

Frente o estabelecimento de um sistema coerente, bem aperfeiçoado e transparente para avaliar a sustentabilidade, Vinos de Chile espera criar um distintivo que leve o peso e o significado específico aos mercados estrangeiros, onde normalmente categorizações como "orgânicos" e "biodinâmicos" têm pouco significado específico.

Deste modo, Vinos de Chile se propõe não somente a aumentar as vendas e o respeito aos vinhos chilenos no estrangeiro, bem como também para contribuir à imagem do Chile como um centro mundial para a inovação e a sustentabilidade.

 

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